Esta semana vou dar uma receita certeira pra que não gaste muito tempo preparando e te sobre tempo de cuidar da beleza. É um prato unico o que facilita muito né??? Sobra tempo pra uns beijinhos!

Vamos lá:


Ingredientes

  • 3 colheres de(sopa) de azeite
  • 1 cebola pequena picada
  • 2 xícaras (chá) de arroz bem lavado e escorrido
  • 4 xícaras de caldo de legumes
  • 1 xícara (chá) de lentilha
  • 600 gramas de bacalhau dessalgado e cortado em lascas grandes
  • salsa picada a gosto
  • azeite para regar


Preparo:


Em uma panela, aqueça o azeite e doure a cebola. Junte o arroz, mexa bem e acrescente o caldo (aos poucos, a medida que for secando, vá pondo mais). Adicione a lentilha e deixe cozinhar no fogo brando com a panela tampada. Quando o arroz e a lentilha estiverem quase prontos, coloque o bacalhau e termine o cozimento. Desligue o fogo e deixe descansar alguns instantes. Com cuidado, solte o arros com um garfo, transfira para uma travessa, salpique a salsa e regue com azeite. Sirva!

 

 

 

Imagino que mais da metade das mulheres que se destacam na música infelizmente já ouviram esse tipo de comentário. Um comentário que provém claramente de pré-conceitos equivocados, uma vez que a própria origem etimológica¹ da palavra música é feminina (do grego μουσική τέχνη – musiké téchnea arte das musas).

Um dia ouvi alguns amigos conversando sobre a minha forma de tocar e sobre o fato de eu tocar vários instrumentos, e um deles fez o seguinte comentário: “A Feh toca muito, só podia ser sapatão mesmo!”

Sou uma pessoa muito tranqüila com relação a esse tipo de pré-conceito na música, mas assisti um pocket show da Alciomar Oliveira² esses dias e a ouvir dizer uma coisa que me fez escrever esse post: “O mercado está se abrindo, a sociedade está mudando. Não existe mais a máxima de que mulher tem que tocar só piano, violino. Mesmo em instrumentos considerados ‘masculinos’ como a tuba, a trompa ou a percussão, é possível encontrar grandes artistas mulheres. Ainda são poucas, mas, as poucas que têm, dão show! E não preciso ser masculina para tocar o meu trombone, já viram que lindo o meu scarpin? (risos)”

A música é uma forma de expressão que indifere do gênero e muito menos da orientação sexual. Acredito que esses conceitos de masculino e feminino na música venham da forma como os instrumentos são tocados, como o exemplo da bateria, que me impede de usar uma saia, além de ser um instrumento pesado (existem pratos que pesam mais de 5 quilos) e trabalhoso para montar. Porém, é como disse a Vera Figueiredo² no último Batuka! Brasil®: “O único problema é que costumo ser sempre a primeira a chegar e a última a sair das apresentações. Tenho que montar, desmontar, e isso dá um certo trabalho. Mas ser mulher não me limita a tocar melhor ou pior do que qualquer homem. O talento, a dedicação: é isso que conta na vida de qualquer músico”.


O fato é que existiram e existem, sim, lésbicas e bisexuais incríveis na música (Angela Rô Rô, Cássia Eller, Lan Lan, Ana Carolina…) e adoro isso! Mas a orientação sexual não molda o comportamento das pessoas, tampouco as qualidades das mesmas.

Então seja você feminina, dyke, bi, lésbica… Não importa! Seja apenas você e acredite em quem você é e no que você faz!
Como diz a Ana Carolina: “A gente não deve temer a própria verdade”.



¹ Mousike, Henry George Liddell, Robert Scott, A Greek-English Lexicon, at Perseus
² Alciomar Oliveira: trombonista e chefe do Departamento de Música da Universidade de Brasília (UnB).