O seu horóscopo diz que coisas muito auspiciosas vão acontecer na sua vida sentimental naquela semana – e você acredita piamente nisso. Aí você aproveita uma tarde no shopping pra comprar umas roupinhas novas, depois sai toda empolgada pra um happy hour e está lá com aquele sorrisão bobo, emanando as vibrações mais positivas do mundo, quando uma cena começa a acontecer em câmera lenta…

De repente, a cinco metros de você, surge aquela menina linda balançando os cabelos como se estivesse numa propaganda de shampoo. Segurando uma cerveja, ela sorri e deixa à mostra duas covinhas irresistíveis logo abaixo das maçãs do rosto. Da bota preta à jaqueta estilosérrima, ela é tudo aquilo que você pediu pra Deus.  Depois de sentir uma flechada lancinante e virar o chope que o garçom acabara de trazer, você vai lá falar com ela.

Ela conversa sorrindo e mexendo nos cabelos – sinais que, segundo os livros de Programação Neurolinguística, indicam interesse e charminho pro seu lado. A voz dela é sexy e você fica completamente absorta ouvindo-a contar como fora parar ali depois de um dia desgastante no trabalho altamente complexo e blá, blá, blá… blá, blá, blá… Whiskas sachê.

Você daria tudo pra saírem imediatamente dali e cometerem uma loucurinha casual. Seu cupido atende seu pedido com uma eficácia nunca antes vista e vocês acordam ao meio-dia do dia seguinte juntas no motel. Mal saem de lá e começam a trocar mensagens e ligações carinhosas. Ela te chama para uma balada com os amigos dela, depois é você que a leva para um encontro com os seus. Uma semana passa pra você como se fosse um mês, de tão intensa. Tudo parece mágico, pleno, feliz.

Até que do dia para a noite ela começa a se distanciar. Não envia mais mensagens, responde às suas de um jeito frio e recusa todos os seus convites pra sair. Você busca respostas para as atitudes dela, tenta entender o que pode ter feito de tão errado, mas não encontra nenhuma explicação.  Se você leu meu texto anterior, “Quando você não se apaixona pela princesa”, já sabe o que está acontecendo. Não precisa ter, necessariamente, feito algo pra ela se desapaixonar; a verdade é que isso nem aconteceu. O seu cupido bêbado é que acertou as duas flechas em você e retirá-las é bem dolorido. Mas acredite, é uma experiência necessária.

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(Nota: Se você não entendeu a expressão “blá, blá, blá… blá, blá, blá… Whiscas sachê”, é porque não assistiu ao comercial. É engraçadinho e traduz bem a cena descrita acima. http://youtu.be/56dhTwCMo18)

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Written by Ma
Ma. A autora dessas linhas que você acabou de ler, entre outras coisas.