Como vocês já sabem, durante toda a temporada nós disponibilizaremos aqui o download de cada episódio, separamente, e um resumo com opiniões pessoais minhas sobre tudo que rolou. Então, preparem a pipoca e assistam com o Sapatômica!

DOWNLOAD DOS EPISÓDIOS: 01 | 02 | 03 | 04

 

++ AVISO IMPORTANTE: Esse post contém spoilers e informações detalhadas sobre o episódio.

(obs: Os downloads dos episódios são 100% creditados aqui ao portal Parada Lésbica, que possui uma equipe de legendação – da qual eu também faço parte – trabalhando pra que vocês possam assistir belíssimas em português. Obrigada, meninas.)

 

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EPISÓDIO #3 – O QUE ROLOU?

Finalmente um episódio legal, real, sóbrio e sem aquela palhaçada hollywoodiana de tentar fazer todo mundo parecer um rock star, sendo que que não é! Empolguei!

Importantíssimo que mostraram as reações das mães do casal W. e S., quando contaram sobre o casamento. Eu fiquei bem chocada com a atitude da mãe da Sara, achei totalmente desnecessária aquela cara feia dela enquanto a coitada escolhia um vestido, principalmente o comentário “Você vai ter um casamento sem um homem”. Já passou da hora de as pessoas entenderem que pra um casamento acontecer precisa de amor e cumplicidade, não de um ser humano do gênero masculino e um ser humano do gênero feminino. Mas compreendo que ela tenha reagido mal, afinal, apesar de parecer que foi “aceita” a condição homossexual das filhas, muitas mães ainda nutrem aquela esperança de um dia a filhinha acordar hetero, casar com um homem lindo e fazer netinhos na primeira semana. Eu, por exemplo, já fiz o favor de deixar BEM CLARO para os meus pais que vou casar com uma mulher e ter filhos com uma mulher, bem com as cartas na mesa que é pra não fazerem cara de surpresos quando acontecer hahaha.

Simpatizei muito mais com a Kiyomi nesse episódio. Primeiro porque, apesar de não ser minha vibe, não tenho o menor problema em compreender pessoas poligâmicas. Eu mesma sempre digo que o ser humano não nasceu pra ser monogâmico, ele nasceu pra procriar! Não podemos esquecer que também somos animais, só que de uma espécie “mais inteligente”. Por isso as pessoas agem de forma tão complicada com relacionamentos e sentimentos como o amor. Maaaasss… o que me irritava nela era o fato de não chamar a Ali de namorada. Esse negócio de “Ah, eu não sei o que somos” não cola comigo. Fala logo: “Oi, te achei gata. Eu tenho uma namorada, mas é um relacionamento aberto”. Muito mais honesto e simples! Então gostei que ela tenha assumido essa posição.

E, claro, minha ojeriza pela Amanda continua crescendo cada vez mais! 

Pra mim ela é uma cretina egoísta, uma péssima amiga, uma louca oportunista que não valoriza a Lauren. Ela é intragável, ela não me desce a garganta, eu não conseguiria ficar sentada numa mesa de bar próxima dessa garota sem sentir nauseas.

Eu posso ser complicada com compromissos – e minhas amigas sabem que eu sou, mas eu sempre sou extremamente leal aos meus amigos. E uma das coisas mais importantes pra que uma amizade seja verdadeira é a SINCERIDADE. Não existe nada pior do que considerar como melhor amigo alguém que esconde coisas de você, que não diz exatamente o que pensa das situações que envolvem você, que mente, que marca uma merda de um bar e ao invés de dizer “Não estou a fim de ir” ou “Estou sem grana” fica dando desculpinha esfarrapada.

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A Amanda poderia muito bem ter dito “Fui ver minha ex” ou “Não vamos marcar o bar hoje porque eu quero visitar uma galera que não vejo desde que fui pra L.A”. O que não tinha a menor necessidade de fazer era deixar a Lauren plantada no bar sem responder mensagens ou ligações e aparecer cinco horas depois como se nada fosse. Fora a atitude dela em não contar sobre o possível arrependimento em ter se mudado e combinar com o irmão pelas costas de voltar pra N.Y.. Caramba! Vocês não são melhores amigas desde sempre?! Se você não consegue compartilhar com a sua melhor amiga que está confusa sobre a sua mudança, então imagino como você deve tratar suas ‘conhecidas’ e ‘colegas’. Uma amiga dessa eu dispenso fácil!

Agora a Romi. Nunca simpatizei com ela, desde a primeira temporada, e enxergo nela o tipo de pessoa que vai fazer qualquer coisa pra chamar atenção e transparecer uma popularidade e um ar “cool” que não existe. Ela quer parecer o máximo e não é. Mas o que me irrita mais são as besteiras que ela fala quase sempre nas gravações.

Num dia ela aparece falando que “sair com casais heterossexuais é mais legal porque você conhece pessoas novas e nenhuma delas cometeu ‘incesto’ dentro da comunidade”. Primeiro: Homos, Heteros e Bis traem e ficam com várias pessoas de um mesmo grupo, no mesmo nível. O que diferencia é o caráter das pessoas. No meu círculo de amigas existe uma regra: Ex de amiga é homem! Se no teu grupo de amigas não foi estabelecido nenhum limite o problema é de vocês. Segundo: Não existe comunidade porque gays não são minoria.

Depois ela aparece dizendo pra mãe que talvez ela transe com mulheres porque foi nesse ambiente que ela foi criada, é isso que ela conhece e é assim que ela se sente confortável. Minha querida, se eu prendesse uma mulher genuinamente heterossexual numa ilha só com mulheres por dez anos, ela poderia fazer sexo com todas elas, mas em nenhuma das vezes ela teria um orgasmo. A menos que você tenha fingido todos os seus, com todas as mulheres com quem esteve, o que você disse não faz o menor sentido. Você pode se prender a relacionamentos com mulheres porque isso psicologicamente te faz sentir segura. Nesse caso, por favor, faça uma terapia e vá atrás da sua real felicidade.

E pra fechar, ela volta com a Kelsey (coitada da guria) e solta essa: “Estamos aqui, somos lésbicas”. Eu ia xingar horrores, mas me senti vingada pela resposta da própria Kelsey: “Pelo menos uma de nós”. HELL YEAH, ROMI! Tá aí uma coisa que você nunca foi e nunca será: Lésbica. Por favor, vista a sua camisa da bissexualidade e para de agir com tanta ignorância. Grata.

Só um p.s.: O que foi aquela garota pelada na rua???

Essa sou eu esperançosa por um próximo episódio tão bom quanto! ;*

 

Written by Bianka Carbonieri
Insta: @bsapatomica | 26 anos, taurina, mora em São Paulo. Workaholic assumida, estudante e Psicologia, é viciada em café e lasagna.