Harmonia total nos relacionamentos é impossível. Nem sempre estamos em sintonia com nossas parceiras, é humano. Esse desequilíbrio pode ser a beira do abismo amoroso, mas também pode ter solução. Cabe ao casal tentar descobrir o limite tolerável dessas diferenças. Amor sozinho não basta, são necessárias mais coisas como ser racional, tolerante e ter um caminhão de paciência. Aqui e agora vamos citar algumas dessas diferenças e possíveis maneiras de como lidar com essas situações. É claro, cada um tem sua forma de encarar esses assuntos, mas pra quem está totalmente desnorteado, ter alguma ideia já ajuda.

 

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Quando querem coisas diferentes do relacionamento.

Tem gente que diz que sempre tem um que ama mais. Eu não acredito nisso. Acho que existe a possibilidade de equilíbrio de sentimentos em um relacionamento, mas também sei, é claro, que é muito comum um desequilíbrio acontecer. De repente você se depara com aquela situação onde uma pessoa está arrastando o namoro nas costas, tentando melhorar as coisas para o casal enquanto a outra está focada em qualquer coisa que não seja ajudar e facilitar as coisas pra parceira. Infelizmente quando isso acontece, o desgaste pode acabar com todo o romance.

Como lidar? 
Nesses casos o ideal é sentar e conversar. Decidir juntas o que vai ser melhor para o casal. O grande problema é que se uma das partes está desinteressada de modo geral, dificilmente abrirá espaço pra uma DR. A outra pessoa precisa ser paciente, insistir um pouco. Se não tiver jeito, cabe a ela decidir sozinha o que é melhor para o namoro e, claro, para si própria. Um pouquinho de egoísmo faz bem de vez em quando!

 

Quando querem coisas diferentes na vida.

Uma quer noivar e a outra quer passar um ano na Europa. Uma está correndo com faculdade, emprego, tentando crescer e a outra está mais interessada em ir pra balada com o dinheiro dos pais. Estar em etapas diferentes da vida (independente da idade) dificulta um pouco o relacionamento. Se uma pessoa está focada na carreira, vai ficar incomodada com a que não quer nada com a vida. Faz parte do relacionamento caminhar juntas, uma arrastar a outra não é bom pra nenhuma das partes. Quando as pessoas querem coisas totalmente diferentes, como casar e jogar vídeo-game, a possibilidade de se afastarem é quase involuntária.

Como lidar?
Em primeiro lugar, as duas precisam ter suas prioridades bem claras e saber também quais sacrifícios estão dispostas a fazer pelo relacionamento. Questionarem-se “O casamento não pode esperar?”, “Haverá outra oportunidade de viajar pra Europa?”, “Será que eu posso esperar ela voltar?”, “Chegou o momento de ser mais responsável?”. Colocar essas cartas na mesa e resolver o quanto cada uma pode ceder.  O que pode e o que não pode esperar. Entender as necessidades das duas e resolver o assunto como um time. Em casal, não adianta um querer colocar o carro na frente dos bois e deixar a outra pra trás. Lembram? Caminhar juntas!

 

Quando vocês têm gostos completamente diferentes.

Uma pagodeira e uma headbanger (metaleira). A palmeirense e a cotinthiana. A baladeira e a caseira. Mais do que normal ter gostos diferentes, mas alguns casais parecem não ter absolutamente nada em comum. Os opostos se atraem em algumas ocasiões, é verdade. Mas não funciona pra todo mundo. Quando os interesses são totalmente diferentes, cada um vai querer ir pra um lugar, cada um vai querer fazer uma coisa diferente.

Como Lidar?
 A necessidade de fazer concessões e dar o braço a torcer entra na sua vida nesse momento. A gente sabe que de time não se muda, então nesse caso, o melhor é não levar o futebol tão a sério. Nos demais aspectos, podemos simplesmente tentar encarar a balada dela ou ficar em casa na sexta à noite. Podemos nos surpreender gostando de fazer aquilo. Mas as duas têm que estar dispostas a tentar, claro.  Encarar as diferenças com bom humor e se desprender de certos preconceitos é ótimo. Não que você vá sair do bate-cabeça pra começar a sambar de salto, mas não vai ser tão ruim assim sair pra conhecer coisas novas. Pode ser muito bom, aliás. Se não for possível, encontre o que vocês gostam em comum e aproveitem juntas.

 

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Quando uma quer terminar e a outra não.

O tipo de situação onde todo mundo sai machucado. Pra quem quer terminar, dói ter que machucar uma pessoa com quem teve uma história, um envolvimento. Pra quem não quer, a dor é a de ter que esquecer uma coisa que julga ainda valer à pena. O fim é triste pras duas. E a situação de uma das partes tentando desesperadamente voltar enquanto a outra tenta se esquivar é extremamente desconfortável para as duas.

Como lidar?
Você, que não queria terminar. Mantenha a calma. Eu sei que é difícil ouvir isso e você provavelmente quer jogar um tamanco na minha cabeça nesse momento, mas de verdade, se acalme. Se ela se sente desconfortável com o namoro, ela só vai se sentir pior com você ligando o tempo todo. Dê um tempo a ela e a si mesma, tente pesar os prós e os contras. Se você só conseguir enxergar os prós nesse momento, saia pra se distrair e deixe-a pensar; talvez (e que clichê) sentir sua falta. Mas não fique alimentando essa esperança, coloque sua própria necessidade na frente. Você pode descobrir que talvez terminar seja o melhor pra vocês. Tenha um pouco de orgulho, mulher. Você pode se contorcer de dor nas primeiras semanas, mas vai passar. Por mais que seja difícil, todas nós sabemos que uma hora passa!

Você que terminou, se tem certeza que não quer mais ficar com a pessoa, deve saber o motivo. Então conte a ela. Ela merece saber ainda que machuque. Se você não disser alto e claro o motivo (é claro, com delicadeza, pfvr), vai ficar se martirizando, se culpando, procurando a razão, prolongando o sofrimento, alimentando esperanças. A superação vai ser mais longa e mais difícil. Vai doer de qualquer jeito, eu garanto. Então é melhor contar logo de uma vez, pra que ela sofra com isso de uma vez e supere mais rápido.

 

A bissexual e a lésbica.

Esse é um assunto polêmico. Muitas lésbicas por ai dizem que não teriam nada sério com uma bissexual, por que a chance de ser chifrada é duas vezes maior. Por que ser trocada por um pênis seria muita humilhação. É muito pessoal. Eu penso que se a menina tiver propensão pra sacanagem, será sacana independente da sexualidade. Se ela for do tipo fiel, será fiel com quem quer que esteja, sendo bi ou não, estando com homem ou mulher. Ser trocada é difícil, independente de quem a outra pessoa preferiu. E ninguém está isento disso. Gostando de mulher, de homem, ou dos dois, tem muita gente no mundo e muita oportunidade pra se apaixonar. Não tem essa de chance dobrada.

Como lidar?
Seja racional. Você gosta dela? Você acha que ela gosta de você? Então tente confiar. Não desconfie de cada amigo dela, não enlouqueça com isso. Se ela quiser trair, vai te trair com o carteiro na escada do prédio. Se ela não quiser, Megan Fox pode aparecer se materializar nua e rebolando na frente dela que ela não fará. O fato é que uma pessoa confiável é confiável independente na identidade sexual. A identidade sexual mudará para seunomesexual por algum tempo. Letíciasexual, se fosse comigo, por exemplo. Pouco importa o que você tem entre as pernas. Então desaquenda!

 

Então é isso meninas. Por mais que algumas coisas pareçam um imenso clichê, pra elas chegarem a ser um clichê deve ter algum fundo de verdade não é mesmo? Força, paciência, diálogo e uma boa sorte pra vocês!

 

Written by Leticia Cardoso
23 anos, gastrônoma por formação, confeiteira por paixão, eterna estudante e blogayra nas horas vagas