A bancada conservadora do Parlamento da Costa Rica ficou estarrecida esta semana ao perceber que havia aprovado acidentalmente a união civil entre pessoas do mesmo sexo no país.

O episódio de desatenção da direita costarriquenha ocorreu durante a votação de um projeto de lei para regulamentar os serviços sociais.

O projeto foi a votação no início da semana e a bancada conservadora no Congresso não se deu conta de uma mudança na versão final do texto.

Antes, o projeto de lei referia-se ao casamento como “uma união entre um homem e uma mulher”. A versão definitiva, no entanto, “confere os direitos e os benefícios sociais a qualquer união civil, livre de discriminação”.

Depois de perceberem a mudança, os deputados conservadores pressionaram a presidente da Costa Rica, Laura Chinchilla, a vetar a lei, mas ela se recusou e a sancionou ontem à noite.

A mudança no texto foi proposta durante o debate pelo deputado José Villalta, da bancada de esquerda no Congresso, e a aprovação foi unânime. “O problema é que há deputados que não leem aquilo que votam”, criticou o próprio Villalta.

O deputado conservador Justo Orozco, do Partido da Renovação Cristã Costarriquenha, prometeu contestar a nova lei na justiça, apesar de o parágrafo em questão ter sido aprovado por unanimidade.

 

Comentários do Sapatômica:

1) HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA \o/

2) Dessa vez pode ter sido benéfico para a população, mas poderia ter sido ao contrário, poderiam ter aprovado ‘sem querer’ algo prejudicial. É triste perceber a realidade da política em todos os países do mundo, não apenas no Brasil. Deputados que votam em leis sobre as quais eles nem estudaram, pesquisaram ou ao menos leram os textos de apresentação dos projetos e suas alterações. E isso não é motivo de risada. Parabéns, Costa Rica! Mas vamos abrir os olhos.

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Fonte: Tribuna Hoje

Written by Bianka Carbonieri
Insta: @bsapatomica | 26 anos, taurina, mora em São Paulo. Workaholic assumida, estudante e Psicologia, é viciada em café e lasagna.