O Prêmio Sexy Hot é uma das maiores premiações da indústria pornô brasileira. Em 2015, a segunda edição do prêmio vai eleger os melhores em 14 categorias, como “Melhor Cena de Fetiche”, “Melhor Cena de Oral”, “Melhor Ator Hetero” e também categorias LGBT. Uma dessas categorias é “Melhor Ator/Atriz LGBT”, na qual concorre a atriz Mayanna Rodrigues (da X-Plastic).

Na vida real, a Mayanna se relaciona com mulheres e trabalha para uma produtora de filmes pornôs que tem como diferencial ser dirigida por uma mulher (May Medeiros), o que traz uma qualidade e foco diferentes aos filmes de categoria lésbica, ou seja, não são plastificados/fake como a maioria dos pornôs lésbicos que vemos por aí. Muito pelo contrário, eles são bastante reais e fiéis a realidade. E um dos diferenciais da Mayanna é que ela não é atriz pornô tipo “barbie”. Ela é uma mulher tatuada e de piercings, poderosa, cheia de atitude e com um ar dominadora. O estilo dela é conhecido como ‘Alt Porn’ (pornô alternativo).

Conversei com a May pra saber mais sobre a carreira dela, o diferencial do alt porn, o filme “Jujubas” e a premiação. Confira essa exclusiva e VOTE NELA! 😉

 

post1

SAP: Você está concorrendo ao prêmio de melhor atriz LGBT no Prêmio Sexy Hot pelo filme “Jujubas”. Como é a sensação de concorrer a um prêmio tão grande?

É interessante, no mínimo. Tem toda aquela expectativa, pelos votos, pelo dia da premiação. É divertido.

SAP: Você já concorreu a outros prêmios ou esse é o primeiro? Quando começou, imaginou que um dia chegaria tão longe?

Já sim. Ano passado concorri com o “Diário de uma Dominadora” que fiz para o FetishBoxxx (que faz parte da X-Plastic) na categoria “Melhor Cena de Fetiche”. Quando eu comecei a gravar não imaginei que chegaria a uma premiação. Até porque não existia isso aqui no Brasil até o ano passado. Sempre achei o AVN incrível e é algo que lá fora super funciona, e as produtoras e atrizes almejam, mas aqui nunca foi o foco.

SAP: Você só atua em filmes com foco LGBT ou hetero também? E qual prefere?

Hoje em dia só gravo vídeo com meninas. Iniciei no pornô mainstream fazendo ambos, mas perdi total o interesse. Hoje, prefiro gravar com meninas e somente com a X-Plastic, porque a liberdade que temos no pornô alternativo e a forma mais natural que tudo é feito me encanta e me atrai. Não tem um padrão a ser seguido, normas… Entende?

SAP: Quando começou a gravar “Jujubas”, você já enxergou potencial e imaginou que rolaria indicação para prêmio? Rolou esse feeling?

Não. Gravamos para o site, sem pretensões, e acabou rolando para a premiação. O que foi demais!

SAP: Ser atriz pornô no Brasil já é bem foda, tem que enfrentar muito preconceito. Como é ser atriz pornô alternativa? Cheia de tantos, fora do padrão “barbie”?

Eu acho tranquilo. A liberdade que temos no altporn nos deixa lidar melhor com isso, afinal, gravamos a nossa maneira. Falo sobre isso numa boa, com qualquer pessoa, e o fato de eu ser alternativa acaba atraindo um pouco a curiosidade também, tipo: “Mas você é tão diferente!” ou “Você não parece atriz pornô.” É engraçado porque, quando eu explico, as pessoas acabam dizendo: “Faz sentido.”

Leia também:  MODA: Quem não tem colírio, usa óculos escuros!

post2
(Foto: Maiquel Borges – Valen Bar)

SAP: Sempre foi um sonho seu ou você caiu de gaiato na profissão? Como foi que começou?

Na verdade eu sempre fui encantada pelo meio erótico e tinha interesse no mercado pornô. As coisas simplesmente aconteceram quando eu estava entrando no meio, fazendo strip-tease aqui em São Paulo. Conheci uma booker, recebi um convite e, voilá, entrei.

SAP: Você é atriz da X-Plastic, que é uma produtora com bastante olhar feminino (tendo como uma das donas a May Medeiros). Como você percebe essa diferença na prática, no trabalho?

É gritante! Gravar pornô de uma perspectiva feminina é completamente diferente da perspectiva masculina do pornô mainstream. Tem os detalhes, a sutileza. A May, por exemplo, vê de uma forma que agrada ambos os públicos, que homens e mulheres gostariam de assistir. Sem contar que ficamos muito mais à vontade, muito mais “reais” gravando.

SAP: Como estão os planos para o futuro? Conta pra gente quais serão seus próximos projetos.

A princípio, estou fazendo faculdade de Eventos e já trabalho no meio e pretendo focar nisso. Sou performer burlesca semanalmente no Valen Bar de Porto Alegre e Balneário Camboriú, onde divido o palco com a Sweetie Bird. Tem as outras festas e performances que faço em SP e pelo Brasil. Fora isso, tem alguns projetos, mas nada ainda iniciado por falta de tempo. Um deles é um site pessoal. Mas, assim que começar, posso dizer que vai ser, no mínimo, interessante.

post3
(Foto 1: Valen Bar BC / Foto 2: Valentina Piras / Foto 3: May Medeiros)

SAP: Manda um beijo pras leitoras do Sapatômica. Chama elas pra assistirem você!

Um grande beijo molhado a todas as leitoras do Sapatômica! Foi um prazer dar essa entrevista e, quem quiser saber mais sobre mim e meus trabalhos, é só assinar o site da X-Plastic ou me acompanhar pelas redes sociais: Facebook – Instagram – Twitter

(Esse conteúdo é uma propriedade do site sapatomica.com. Não reproduza sem créditos.)

Written by Bianka Carbonieri
Autora do Sapatômica - 25 anos, taurina, mora em São Paulo. Workaholic assumida, estudante e Psicologia. Ítalo-brasileira, é viciada em café e lasagna.