Sabe quando as pessoas se mantêm em relacionamentos nocivos e a gente nunca entende o porquê? Todo mundo já passou ou conhece alguém que passou por isso. O relacionamento há muito já não é mais saudável, muitas brigas, excesso de intimidade, pouco carinho, mas por algum motivo ninguém larga o osso. Cada um com seus motivos, é claro, mas alguns deles são clássicos.

 

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Acomodar-se

O famoso “Vamos empurrando com a barriga.” A completa falta de atitude em tentar mudar o namoro ou consertar os problemas de qualquer modo que seja. Simplesmente deixa do jeito que tá e vai levando como pode até o momento que ninguém se suporta mais. Essa preguiça se estende para terminar o namoro também. Uma pessoa acomodada pensa no trabalho que vai dar terminar, pegar todas as roupas na casa da menina e ainda ter que voltar a sair e namorar de novo. Não se dá ao trabalho nem pela própria felicidade. E o problema disso é que dificilmente um casal acomodado termina amigavelmente, por que o relacionamento só acaba quando está estagnado a ponto das duas não se suportarem mais.

 

Medo de se arrepender

Você já sabe que as coisas não vão bem e que provavelmente não existe mais paixão, pelo menos da sua parte. E continua com a pessoa mesmo estando cansada, mesmo não gostando mais da companhia dela, não por esperança de mudar as coisas, mas por medo de terminar e depois se arrepender. O lado positivo é que essas pessoas sempre pensam muito bem antes de tomar uma atitude como essas e não vão ser adeptas daquela palhaçada de terminar e voltar quinhentas vezes. Por outro lado, esse medo pode fazê-las infelizes também. É preciso saber o momento de parar tanto quanto é preciso pensar antes de agir.

 

Para não vê-la com outra

O pavor de terminar e vê-la com outra pessoa. Mesmo que tudo esteja desgastado, você tem medo de deixar ela ir e doer no momento em que ela aparecer desfilando com outra. Você pensa na dor que pode sentir e recua todas as vezes que quer terminar. Mais uma vez, a cautela que esse tipo de preocupação traz pode ser benéfica para não fazer besteira em momentos de tensão. Mas também é um medo ridículo. A pessoa sempre terá o direito de seguir em frente, e se não quisermos mais, precisamos perder essa mania de achar que é nosso e ninguém tasca, mesmo que a gente já não queira mais. Pense em dois cãezinhos no quintal, a dona deles coloca ração e um deles come até passar mal para que o outro não encoste na comida. É egoísta, mesquinho e não faz bem pra ninguém.

 

Achar que os momentos bons suprem os maus

Ela pisa na bola, trai, grita com você por nada, briga com seus amigos, faz da sua vida um inferno, mas sempre que ela faz algo ruim você pensa no primeiro encontro, naquele dia na praia, no dia que ela foi buscar absorvente pra você de madrugada, e pronto, perdoa por achar que ela é boazinha às vezes e compensa as coisas ruins. É muito bom ser grata, mas achar que por fazer uma coisa boa em seguida a pessoa tem o direito de pisar em você não faz sentido. Depois de uma surra, um cafuné não resolve!

 

Medo de perder a estabilidade

A acomodação 2.0. Vocês têm casa, comida, aliança no dedo, cachorro e conta conjunta. Vai sair do relacionamento e perder toda a segurança conquistada? Estabilidade não é sinônimo de amor. Pensar nas conquistas em conjunto é importante no momento da crise, é bom ter coisas de que se orgulhar juntas, mas essas conquistas não podem segurar a barra por vocês!

 

Medo de morrer solteira

Insegurança de pensar que não vai conseguir nada melhor do que já tem. Nós temos essa mania de pensar que fulana é muita areia pro nosso caminhãozinho quando a gente se apaixona. E então, no momento que a paixão some, repassamos tudo o que aconteceu e temos certeza absoluta de que ninguém mais vai querer a gente, pelo menos ninguém tão bom quanto a pessoa com quem já estamos. Realmente, você não vai achar alguém igual, mas isso não significa que não haja algo bom a sua espera. Você não precisa sair de um relacionamento e correr pra outro, sempre temos a opção de nos amar um pouco. Portanto se achar que o relacionamento morreu, não deixe de enterrá-lo por insegurança. Sempre tem um chinelo velho pra um pé doente. E de repente você é um scarpin e nem tá sabendo! Te valoriza, mulher!

 

Ela tem habilidades singulares

O sexo é uma coisa de louco, ninguém nunca te fez sentir as coisas que ela faz. Ela cozinha que é uma beleza. Ela faz massagem e sabe estralar seu corpinho e toda segunda-feira você vai nova em folha para o trabalho. Ela organiza suas finanças e suas calcinhas por ordem de cor e estampa. Acontece de alguma habilidade empurrar o relacionamento. O amor vai embora, mas as mãos mágicas dela continuam ali. Fato é que não vale a pena manter um relacionamento por puro interesse, certo?

 

É muito importante pensar antes de tomar uma atitude, mas nós sempre sabemos quando passou do limite do aceitável. Não existe desculpa pra manter um relacionamento que claramente nos faz mal e por mais que seja difícil nos livrar desses pretextos, é importante tentar. É importante ser justo com a pessoa com quem costumávamos partilhar os momentos e, é claro, com nós mesmas. Portanto se você sente que o amor está no bico do corvo, Mutley, faça alguma coisa!

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Há um tempo dei dicas para uma menina, ainda um pouco nova nessa coisa toda de relacionamentos amorosos, que não se dava o mínimo valor. Ela chegou a me dizer que estaria feliz se encontrasse alguém legal, que pelo menos gostasse de ficar junto dela, nem precisava amar. Adicionado a isso, ela me disse que faria tudo por essa pessoa, que se esforçaria ao máximo para fazê-la feliz e que faria da felicidade alheia a sua felicidade.

Enquanto eu lia as coisas que ela havia escrito só conseguia pensar que provavelmente muita gente também pensa assim e resolvi escrever sobre. Ninguém pode pensar em viver assim.

Em qualquer tipo de relacionamento, acredito eu, você não pode fazer mais pelo outro do que por você mesmo, muito menos o amar mais. A base se todo bom relacionamento tem inicio no amor próprio de cada um, uma vez que é esse amor que faz uma pessoa querer ser melhor, querer crescer, evoluir para, depois disso, poder dar suporte e amor para alguém.

Nenhuma relação deve ser feita a partir da entrega total de uma das partes: as duas pessoas devem se empenhar em fazer com que tudo dê certo ou pelo menos chegue perto de dar certo. Quando isso não acontecer, as duas devem dar o devido valor aos esforços feitos pela outra parte ou então refletir seriamente se existe mesmo esforço da outra parte.

Do mesmo modo, ninguém consegue amar pelo outro. Prestem atenção meninas: ninguém deve suportar coisas ruins e sofrimento apenas para ficar perto de quem ama. Acredite em mim, você não irá morrer se tudo acabar, é melhor sofrer sozinho do que sofrer junto de alguém que não te ama.

Além disso, vale dizer que mesmo que você não veja, existe em você algo de especial e único. Escute sempre que as pessoas te elogiarem. Aprenda a gostar de você exatamente do modo como você é. Se você resolver mudar tudo da sua vida por alguém, não será mais você e ainda existe o risco de a pessoa sempre querer te mudar mais e mais.

Corra de quem não te faz bem. Não se relacione com pessoas que não te acrescentam nada ou que só conseguem enxergar coisas ruins em você.

Todos nós temos que amar na mesma medida em que somos amados, precisamos aprender que a recíproca deve sempre ser verdadeira. Você vai mover montanhas por alguém que nem ao menos te diz obrigado?

Além da menina de quem eu falei no início, consigo pensar em mais uma lista de pessoas que viveram situações nas quais ela não eram devidamente valorizadas, mas simplesmente não conseguiam enxergar isso. Então, se você não consegue analisar o seu relacionamento, preste atenção no que os seus amigos ou amigas dizem a respeito, quem está fora do envolvimento amoroso geralmente consegue ver melhor a situação.

E, por fim, fica aqui o meu recado final: ame-se mais, ame-se antes de mais nada. E só quando você tiver a certeza de que isso não é mais um problema, comece a pensar em fazer outra pessoa feliz.

 

 

Algumas pessoas costumam dizer que ex boa é ex morta, mas e quando você se apaixona e acaba namorando com aquela amiga de infância e depois terminam? Será mesmo que você vai usar esse clichê de “ex boa é ex morta”? Ou até mesmo quando após o término possuem uma afinidade boa, uma relação tranquila entre vocês?

Quem nunca terminou um relacionamento e depois manteve a amizade que atire a primeira pedra. Pois é bem assim que acontece na maioria das vezes em que o término é tranquilo, e não teria porque ser diferente.

SIM, existiram momentos bons – tanto quanto ruins, vocês tiveram uma história, fizeram parte uma da vida da outra tanto como amigas como namoradas e tem coisas que simplesmente não tem como apagar.

Mas também existe situações que são diferentes! Tudo depende de como terminou. Por mais que vocês se conheçam e sejam amigas a mais de 15 anos, se o término do namoro foi um caos, qualquer pessoa em sã consciência sabe que nesses casos o melhor a se fazer é se afastar. Se um dia vocês voltarem a serem amigas, com certeza isso não será logo depois do término, então sem grilos! Deixe apenas o tempo cuidar disso e você vai saber quando estiverem preparadas.

No entanto a questão não é apenas se vai ou não rolar uma amizade depois do término, temos que pensar também na futura/atual namorada. Não rola em hipótese alguma você terminar com a guria e se tornarem melhores amigas cheias de frescura, e daí quando você estiver namorando novamente esperar que sua atual super entenda isso numa boa. O melhor a se fazer é conversar e ver o lado da sua atual namorada, saber o que ela acha desse tipo de relacionamento e se colocar no mesmo lugar: O que você aceitaria? Quais seriam os limites se fosse ao contrário? O ideal é procurar conciliar da melhor maneira os dois relacionamentos.

Amizade com ex pode rolar SIM, desde que as duas partes não tenham segundas, terceiras ou quartas intenções, que tenham superado as mágoas que surgiram com o término, que tenham a maturidade de saber separar o relacionamento de antes com o de agora, que mesmo com a intimidade que adquiriram existem agora limites que não podem ser ultrapassados, que certas cobranças já não fazem parte do relacionamento, e principalmente controlar o ciúmes, afinal, é difícil ver toda aquela felicidade da ex em relação a atual, e até mesmo compartilhar de confissões e dúvidas em relação a um novo amor (o que em alguns casos pode nem ser adequado).

Mas pense: se em um determinado momento deixou que alguém fizesse parte da sua vida, é porque achou que essa pessoa valia a pena. Então, por que não permitir que esse alguém continue presente, ainda que seja de outra maneira? Não é questão de incorporar a Madre Tereza de Calcutá, pelo contrário, o bom da vida é sempre somar e nunca subtrair coisas boas.

E aí, qual a opinião de vocês a respeito? Alguma história que vale a pena compartilhar? Comente sua experência!

 

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Em alguns momentos na vida, precisamos ceder. Admitir erros, abaixar a cabeça, parar uma briga. É um tipo de flexibilidade mais difícil do que lamber o próprio cotovelo, exige uma humildade que não é todo mundo que tem. E em um relacionamento é ainda mais difícil, por que a flexibilidade precisa ser mútua. Se ninguém cede, vão viver em guerra. Se só uma pessoa cede, acaba se tornando cansativo. Encontrar o ponto de equilíbrio depende de um trabalho em conjunto que pode ser facilmente realizado se houver respeito e consideração entre as partes envolvidas.

Ser boa ouvinte é um ótimo começo. Em momentos de crise podemos acabar deixando a histeria vencer e não dar sequer chance da outra pessoa falar. Paciência, respiração cachorrinho e ouça com atenção e coração aberto. Espere seu momento de falar, e pense no que ouviu antes de declarar alguma coisa. Saber como a pessoa se sente vai ajudar a se colocar no lugar dela.

Tão importante quanto ser bom ouvinte, é saber se comunicar. Quem já teve uma namorada que fica muda durante a DR sabe como é frustrante. É necessário se posicionar. Não adianta ficar parada, quieta e muda esperando que a outra pessoa resolva tudo sozinha e depois volte pra te contar. Ela não está namorando sozinha, está? Nem tudo são flores e sua falta de atitude vai machucar mais do que certas verdades.

Cuidado com o tom, procure não se exaltar, não ter ódio. A raiva pode te levar a dizer coisas que você não quer. Por mais que a situação esteja estressante, tente se acalmar. Lava o rosto e bebe uma água se necessário. Todas nós sabemos que nada é tão ruim que não se possa piorar com uma boa (só que não) dose de ira. Sei bem que a maior parte das coisas de que me arrependo ter feito, fiz em momentos de raiva irracional.

Não tente provocar a pessoa. Por mais que você se orgulhe da sua ironia e do seu sarcasmo, saiba o momento de usá-los. Se é pra resolver as coisas, irritar a pessoa não é o melhor remédio. Guarde seu potencial provocativo para outra pessoa em outra hora.

Não é vergonha nenhuma cometer falhas. Aliás, prepare-se, você vai cometer um monte de erros nos seus relacionamentos e eles não vão ser o seu maior problema. O bicho pega mesmo no momento de admiti-los e se redimir por eles. Isso exige maturidade. Bater o pé e fazer bico é muito fácil, difícil é pedir desculpas.

Assim como não é saudável ser mesquinho, não é saudável ser capacho. Não dá pra abaixar a cabeça o tempo todo, então pense por você também. Os dois extremos são ruins. O que é rígido demais, qualquer impacto quebra. O que é flexível demais entorta até te derrubar no chão. É o que está entre os dois que permite que o equilibrista ande na corda bamba. E é justamente assim que um relacionamento é, uma corda bamba.

Estabilidade total é impossível, mas se as duas partes estiverem empenhadas e trabalhando juntas, é possível andar, pular e dar estrelinha em cima dela.

 

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Grey’s Anatomy é um drama médico norte-americano. No Brasil é exibida pelo canal Sony todas as segundas-feiras, às 23 horas.

A série é focada em jovens que estão lutando para tornarem-se médicos e em médicos que lutam para continuarem humanos. A série traz o drama e a intensidade do treinamento médico combinados com a divertida, atraente e dolorosa vida desses internos, residentes e atendentes, que estão prestes a descobrir que nem a medicina nem os relacionamentos podem ser definidos apenas por preto ou branco. A vida real é mostrada em tons de cinza.

Mas o que nos interessa nessa série é a trama lésbica, que começa quando a cirurgiã ortopedista Callie (Sara Ramirez) se divorcia de seu marido e engata numa amizade com a cirurgiã cardiotorácica Erica (Brooke Smith). E a partir daí, com o começo de uma amizade despretensiosa, elas acabam se relacionando.

Porém, de acordo com a criadora da série, Shonda Rhimes, a atriz Brooke Smith que interpreta a Erica não estava preparada para interpretar uma lésbica e com isso não houve química entre as personagens Erica e Callie, e por isso a personagem Erica saiu da série.

Depois colocam outro par romântico para Callie: a pediatra Arizona (Jessica Capshaw), e aí sim houve química entre as duas personagens.

E o legal é que mostra um relacionamento lésbico como sendo algo normal, coisa que é, porém por causa do preconceito as pessoas ainda não o vêem assim. O interessante também é que mostram as fases da descoberta lésbica de uma mulher que ficou sua vida inteira com homens e se descobre lésbica, que passa pela fase da negação, e então se aceita e precisa contar para a família que muitas vezes não aceita, não tanto pelo fato de sua filha ser lésbica  mas também pelo fato de terem convivido 30 anos com uma pessoa e descobrir que agora ela é “outra”. E a série segue assim, mostrando as coisas boas e ruins desse relacionamento entre essas duas mulheres.

E pra quem nunca viu e ficou curiosa, fica aqui um vídeo dos 10 melhores momentos da Callie e Arizona (em inglês sem legenda):

 

 

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