Bianka A.: 13 anos, lésbica e assumida. (histórias reais)

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Nós já falamos aqui no Sapatômica, na coluna gay, sobre as dificuldades enfrentadas ao assumir-se homossexual para a família e sociedade. O que ficou faltando foi contar uma história real sobre o assunto.

Vocês já me conhecem como Bianka ou Decooy – ou Dicuy -, eu tenho 21 anos e sou lésbica assumida desde os 13. Alguns anos atrás, quando eu tinha 18, escrevi um texto para outro site LGBT contando em detalhes como foi o meu processo de saída do armário. Esses dias encontrei o texto e relembrei muitas coisas que já passei na minha vida. Das dificuldades, medos, rejeições… e pensei: Imagina quantas gurias estão sofrendo nesse momento o que eu sofri quando escrevi isso? Nada melhor do que compartilhá-lo pra que elas lembrem que não estão sozinhas e que vão sair dessa, assim como eu sai!

Lembrando que o texto é antigo e fiz apenas uma adaptação no final para atualizar e acrescentar alguns acontecimentos. Espero que vocês se identifiquem e que esse post alcance os corações certos!

 

 

Sempre li em vários blogs mulheres de mais de 20 anos contando como foram suas respectivas experiências de saída do armário. A maioria havia saído do armário com uns 16 ou 18 anos, algumas saíram com um pouco mais. Mas, nunca li em nenhum blog uma garota como eu contando sua história.

Muito prazer. Eu me chamo Bianka, tenho 18 anos, nunca estive no armário e me assumi lésbica para os meus pais e todo o mundo com 13 anos.

A maioria das mulheres mais velhas que conheço ficam surpresas quando eu digo minha idade e que já sou assumida. Demorou certo tempo para eu peceber que é um pouco difícil encontrar garotas que se assumiram aos 13 anos, mesmo na época em que vivemos. Hoje em dia, garotinhas de 13 anos já tem relações homossexuais, mas apenas as amigas sabem. Quando eu tinha essa idade, estava chorando litros, entrando em uma depressão profunda, tentando fugir de casa e cometer suicídio, tudo por meus pais não aceitarem minha condição. Bem, permita-me contar desde o começo.

Desde pequenininha, lá pelo 7 anos, eu já sentia atração pelas minhas amiguinhas, tinha beijado minha vizinha e mais um monte de coleguinhas do primário. Você deve estar achando isso engraçado, não é mesmo? Pois é. Eu não achava! Para mim, aquilo era coisa muito séria, não era apenas uma brincadeirinha de criança. Eu sabia muito bem o que queria e não tinha medo ou receio disso. Não tinha sonhos de príncipe encantado, eu sabia muito bem que, na verdade, eu queria era salvar a princesa. Conforme o tempo foi passando e eu crescendo cada vez mais, passei a sentir necessidade de compartilhar com meus pais o que se passava em meu coração, pois aquilo havia se tornado um peso. Parecia que eu carregava quilos de concreto nas costas, que estava fazendo algo “errado” ao esconder os fatos dos meus pais, e eu já não podia mais suportar. Mas sabia que aquilo não era lá a coisa mais comum do mundo, então tinha medo de contar e magoá-los. Não, eu nunca tive medo do que estava acontecendo comigo, meu medo era machucar os meus pais.

Minha mãe foi criada dentro de uma igreja Adventista do 7º dia, meu pai nunca foi muito religioso, mas aprovava que minha mãe me criasse a base dos ensinamentos da bíblia. Todos os sábados, quando ia à igreja, me sentia culpada por estar lá dentro, queria sair correndo. Só eu sei o quanto doía permanecer lá dentro ouvindo que eu era uma pecadora e não ia para o céu. Alguns anos depois, minha mãe deixou de frequentar a igreja por questões pessoais, mas continuou muito fiel.

Eu já estava com 13 anos e tentava namorar com os garotos do colégio. Até que eu fazia sucesso, muitos garotos queriam ficar comigo. Eu beijei alguns por pura tentativa, afinal, quem sabe as coisas não tinham mudado? Mera esperança, nada nunca mudava! Eu sentia nojo quando beijava algum garoto (ou simplesmente não sentia na-da) e não queria que eles tocasse em mim, era horrivel, então decidi que ia parar de tentar. A partir daquele dia, só ficaria com quem eu realmente quisesse, nada de tentivas.
Foi quando eu conheci uma amiga da minha irmã mais velha. Ela tinha 18 anos, era muito bonita e eu investi até que ela resolvesse me dar alguma atenção. Um dia fui visitá-la em seu trabalho, que era pertinho do meu colégio para entregar uma carta que minha irmã havia pedido. Nós demos umas voltas e paramos em um jardim para conversar. Conversamos durante horas e, quando fui beijá-la no rosto para me despedir, ela virou e acabamos nos beijando. Eu senti um alívio tão grande que chega a ser inexplicável! Naquele momento eu tive a certeza de que nada havia mudado e disse a mim mesma “É isso que eu quero pra mim”. A partir daquele dia passei a ter uma vida mais ativa com relação a homossexualidade. Foi quando eu me apaixonei de verdade pela primeira vez.

O nome dela era T., ela tinha a minha idade, cabelo loiros, pele muito branca, um corpo lindo, olhos puxadinhos cor-de-mel… enfim, era a garota mais linda que eu já tinha visto em toda a minha vida! E pra completar: era a garota mais popular do colégio. Sim, caras amigas! Ela era o tipo de garota impossível, que escolhia a dedo os caras mais gatos do colégio e que ninguém nunca imaginaria que ela pudesse olhar para uma garota com segundas intenções. Pois, todos estavam errados. Ela olhou, sim, mas olhou para a minha melhor amiga, com quem ela já tinha uma forte amizade. Nossa! Como eu sofria. Acreditam que eu fui cupido? É… eu ajudei minha melhor amiga a conquistá-la. Com isso, acabei fazendo muita amizade com a T. Foi aí que começaram os problemas.

Minha amiga estava muito apaixonada por ela, mas depois de me conhecer, a T. acabou se apaixonando por mim. Ela não pensou nem 2 vezes pra se declarar e dizer que jogaria tudo para o alto e pra ficar comigo. Eu, chorando igual uma idiota, fui atrás da minha “melhor amiga” para contar e dizer o quanto eu sentia muito e que não queria ter atrapalhado as duas (pior que era verdade). No meio dessa conversa super sincera entre eu, a T. e a minha “melhor amiga”, eu descobri que a minha “m.a.” tinha tentado mil vezes me prejudicar com outras pessoas. Pelas costas ela era uma cobra! Decidi que não ia mais me importar com ela. Eu e a T. começamos a namorar e fomos felizes para sempre.

O QUÊ?! Felizes para sempre? hahahaha. Só se fosse um sonho!

Eu e a T. estavamos mais apaixonadas do que nunca. Sabe aquele casal mega brega que dá até vontade de vomitar? Nós ficavamos horas no telefone todos os dias (e antes eu odiava telefone – aliás, voltei a odiar), escreviamos cartas uma para a outra todos os dias, nos viamos todos os dias no colégio, ficavamos naquele chamego (nada exagerado, apenas abraço, carinho, etc). Até que: Apareceu o colégio no meio do caminho. Sim, a porcaria do colégio resolveu se intrometer!

Uma sucessão de situações extremamente constrangedoras. Por exemplo: No meio de uma Festa Junina a diretora achou que devia chamar nossa atenção, nos expondo como dois seres que não mereciam um pingo de respeito, dizendo que estavamos incomodando as outras pessoas presentes na festa. Isso tudo porque estavamos sentadas no chão abraçadas. Como eramos muito educadas, decidimos sair da festa e dar uma volta em outro lugar. Depois desse dia virou festa, todos os funcionários do colégio se acharam no direito de dizer o quisessem para nós duas. Nos tratavam com diferença, faziam de tudo para deixar uma longe da outra, diziam que estavamos atrapalhando as aulas (sendo que nem estudavamos na mesma sala). Uma vez uma auxiliar de limpeza do colégio tentou me expulsar do banheiro feminino.

Um belo dia, eu estava numa aula de ciências escrevendo uma carta contando do meu namoro para uma amiga que não via há algum tempo. Enquanto isso, a professora estava corrigindo a lição da aula passada na lousa. Ela não parava de olhar para mim, até que, quando eu terminei minha carta e estava guardando, ela puxou da minha mão e disse que não me devolveria enquanto eu não parasse de fazer outras coisas durante a aula dela. Não discordei, achei que ela estava mais do que certa por exigir atenção em suas aulas. O problema é que passou o resto do bimestre e ela não me devolveu a carta; e eu já estava ficando preocupada. Chegou o dia da reunião dos pais.

Tentem imaginar comigo a cena enquanto lêem:
Eu estava sentada perto do portão da diretoria esperando minha mãe e olhando para o corredor. De de repente, minha mãe sai da sala e vem andando no corredor com a cara mais brava e decepcionada que eu já ví em toda a minha vida. Ela se aproximou de mim, sem olhar para o meu rosto, colocou a mão no bolso da calça, jogou um papel em cima de mim e disse: “Que porcaria é essa aqui?”. Quando eu abri o papel… sim, era a minha carta.

Eu tive vontade de entrar naquela maldita sala de professores e enfiar um soco na cara da desgraçada da professora. Como ela conseguiu ser tão inconveniente? Será que ela não parou nem um único segundo para pensar em quão sério era aquele assunto? Ela não pensou que eu poderia estar esperando o momento certo para contar aos meus pais? Não pensou que ler aquela carta poderia machucar muito a minha mãe? Aquela maldita professora não pensou que aquele era um assunto estritamente familiar e que ela não podia ter se metido de forma tão brusca? Droga… eu não entendo como algumas pessoas podem ser tão más com as outras.

A minha reação foi dizer: “Mãe, me perdoa”.

Nós fizemos o caminho todo do colégio para casa em silêncio. Estavam passando milhares de coisas na minha cabeça. Eu queria consertar aquela situação, mas não sabia nem como começar e minha mãe não ajudava muito. Chegando em casa eu tentei conversar, mas ela disse que não queria falar sobre aquilo ainda, então eu fui para o meu quarto e deixei-a sozinha. Provavelmente ela chorou todo o tempo que ficou dentro da cozinha olhando para o nada.

Por mil vezes eu quis dizer a ela que tudo não passava de um mal entendido e que eu gostava de garotos, que ela podia ficar tranquila, pois a filhinha dela um dia iria se casar com um bonito homem e dar a ela lindos netinhos. Por mil vezes eu quis gritar “É isso mesmo e ponto final”. Por mil vezes eu quis enfiar uma bala na minha testa pra que tudo aquilo tivesse fim. Por mil vezes eu quis nunca mais beijar ninguém, virar uma pessoa assexuada, para que meus pais não sofressem. Por mil vezes eu me senti aliviada por finalmente ela ter descoberto. Por mil vezes eu me odiei. Por mil vezes eu não soube de mais nada.

Eu só tinha algumas certezas: 1. Eu sou lésbica, 2. Isso faz minha mãe sofrer, 3. Eu não poderia consertar isso mesmo se eu quisesse.

Todos os dias eu via minha mãe com os olhos inchados, o olhar de desaprovação, o rosto bravo. Sentia o desânimo dela dentro de casa, sentia a tristeza dela antes de dormir. Ela me evitava, não queria olhar nos meus olhos, não queria falar sobre o assunto, tentava fingir que nada estava acontecendo. O meu medo era nunca mais ter minha mãe de volta. Eu não entendia se ela me odiava ou se apenas não sabia o que fazer, assim como eu.

Eu entrei em depressão profunda, me machucava todas as vezes que ia tomar banho, tentei me matar, meus poemas começaram a ficar cada vez mais sombrios… eu me odiava tanto que mal cabia em mim. Estava totalmente desesperada!

Foi assim, até o dia que ela decidiu contar tudo ao meu pai. Eu já estava calejada, não sentia o mesmo medo. Meu pai entrou no meu quarto, sentou na cama e disse: “Filha, sua mãe me disse que você está com algumas dúvidas… eu quero que você converse comigo”. Eu respirei fundo e decidi que não tentaria mais evitar aquela situação. “Pai, já faz muito tempo que eu sei que não sinto atração por garotos. Eu já tive relações com garotas e, infelizmente, sei que é assim que eu sou. Me perdoa se eu não posso mudar, eu juro que tentei. É isso”. Eu estava esperando dele a mesma reação que minha mãe teve ou pior, mas ele apenas disse “Eu te amo e quero que você seja feliz, não importa como” e me abraçou. Quando ele saiu do quarto e fechou a porta eu chorei por horas até cair no sono. Naquele momento eu tive certeza de que havia me tornado forte o bastante para enfrentar as consequências por ser quem eu sou.

Após algum tempo, a fase da tristeza passou e começou a fase da proibição. Minha mãe não queria que eu atendesse o telefone, não queria que eu mantesse contato com ninguém, não deixava eu sair de casa, queria me excluir do mundo. Começou a fazer acusações, dizer que isso é como doença: “Você pega pela má influência das pessoas que estão a sua volta e não consegue mais parar”. Dizia que, quanto mais eu me interessava por isso, mais eu estava me afundando. Sempre dizia que não poderia permitir isso, pois quando Jesus voltasse, Deus ia exigir que ela prestasse contas pelas coisas erradas que ela permitiu que as filhas fizessem. Dizia que não podia aceitar, que não é normal, que eu era criança demais para decidir o que era bom para mim e o que eu queria realmente. Sempre fiquei calada, apenas engolia as palavras. Até o dia em que eu me estressei, disse pra mim mesma “Droga!!! Eu sei o que eu quero, ela não pode me tratar assim pra sempre. Uma hora ela vai ter que aceitar!”. Na discussão seguinte, assim que ela começou a fazer as acusações de sempre eu respirei e gritei: “Mae, você tem uma filha homossexual! Se conforma!!!”.

É… hoje eu penso que fui muito dura quando disse isso a ela de uma forma tão agressiva, mas se eu não dissesse aquela hora, não diria nunca mais. Ela ficou totalmente sem reação, com a boca aberta, os olhos arregalados, como quem tivesse recebido um soco no estômago. Foi para a sala, sentou no sofá e, assistindo tv, tentou digerir as palavras que acabara de ouvir.

Ela tinha uma filha de 13 anos, lésbica.

Okay! Agora eu era uma garota de 13 anos, lésbica, assumida e livre. Minha próxima preocupação era a minha namorada. E se os pais dela descobrissem por algum dedo-duro do colégio? Começamos a tomar cuidados redobrados para não haver problemas. Só que… lembra aquela minha “melhor amiga”? Pois é, quem é vivo, infelizmente, sempre aparece!

A tal “melhor amiga” ainda tinha amizade com a T. e começou a inventar mentiras descaradas pra tentar nos separar. Ela dizia que eu a traia pelas costas, ficava com outras garotas, que fazia maldades com ela. Distorcia tudo o que eu dizia e fazia a minha namorada pensar que eu era uma pessoa horrível. Só que, como a T. era uma garota esperta, um dia colocou a cobra de frente pra mim numa conversa. Foi quando tudo foi desmentido e a T. decidiu acabar com a amizade que existia entre as duas. Pena que, na época, a T. tinha muitas cartas trocadas com a tal cobra guardadas em seu quarto. A mãe dela um dia achou as cartas e descobriu que a filhinha dela não era o “anjinho” que ela pensava.

“Aonde está essa maldita garota?”, foi procurar a minha ex-”melhor amiga” pra acabar com a vida dela. Só que a espertinha já estava bem longe a essa altura do campeonato. Sobrou pra quem? Exatamente… pra mim.

A mãe da T. começou a fazer uma investigação sobre a vida da filha pra saber se não tinha nenhuma outra garotinha deturpando as ideias da queridinha dela. Eu, que amava aquela garota mais do que a mim mesma, e sabia que mais cedo ou mais tarde a mãe dela me encontraria, decidi terminar o namoro. Pensei comigo mesma: “Se a mãe dela descobrir sobre mim, vai tirá-la do colégio, talvez até de cidade (do jeito que ela é louca). Eu prefiro vê-la de longe todos os dias como uma desconhecida do que nunca mais vê-la”. E terminei.

(p.s.: A T. só descobriu o motivo pelo qual eu terminei há 1 ano, quando resolvemos conversar sobre o passado. Ela meio que não acreditou.)

No final das contas, a mãe dela tirou-a do colégio da mesma forma e se certificou de que sua filha não conseguisse manter contato com nenhum dos antigos amigos. A T. foi nos visitar escondido algumas vezes no colégio, mas nada foi a mesma coisa outra vez. Inclusive, ficou com dois garotos na minha frente depois disso.

Eu demorei anos pra esquecer aquela garota. Até hoje, quando lembro de tudo o que passamos, sinto um aperto no peito e uma vontade de voltar tudo atrás. Mas as coisas foram como tinham de ser. Se nada disso tivesse acontecido, eu não estaria onde estou hoje.

Essa foi a história de como eu perdi o meu primeiro amor.

Já que eu estava solteira e com as feridas de amor curadas, era hora de encontrar outra garota. Lógico que todas as garotas do colégio iriam se candidatar e logo logo eu estaria pegando umas gurias por aí, certo? ERRADO. Minha atitude de lésbica livre e assumida dentro do colégio não me trouxe bons resultados.

Todas as vezes que eu entrava numa sala tinha que aguentar gritos como “Hey, sapatão!”, “Fica longe da minha irmã”, “Sua doente!”, “Aberração!”, “Pega no meu p**”, etc… como se eu me importasse com o que aqueles babacas estavam dizendo. O problema não era eles estarem me insultando, o problema era o motivo pelo qual eles faziam isso. Até hoje é inexplicável como as pessoas podem ser tão desrespeitosas com as outras. Qual é? Não gosta de mim, então finge que eu não existo!

A coisa ficou pior depois de um tempo. Eu fiquei com uma garota do colégio e um grupo de garotos começou a me perseguir. Eles ficavam fazendo ameaças, se eu passasse perto da quadra chutavam bolas de basquete na minha direção. Mas eu não movia um dedo. Eu não ia me render e permitir que aqueles babacas mandassem na minha vida. Eu sou “sapatão” sim e com muito orgulho! Nenhum deles ia me colocar medo. Eles acabaram ficando muito estressados por verem que eu não correspondia as ameaças e terrorismos deles. Então, um dia eles decidiram ser piores. Quatros deles me esperaram no portão na hora da saída, eles tamparam minha boca e me arrastaram para dentro da quadra. Um ficou no portão para vigiar enquanto os outros três entraram. Eles começaram me xingando, fazendo ameaças, insultando, disseram que se eu queria ser homem, então ia ser tratado como um. Começaram a me bater. Eles me chutaram, deram socos, jogaram mochilas. Eu permaneci o mais firme que eu pude, não chorei, não gritei… aguentei até o fim.

Quando eles enjoaram de me bater e xingar, abriram a porta da quadra e simplesmente foram embora. Eu fiquei lá no chão torcendo para que nenhuma faxineira entrasse e descobrisse o que havia acontecido. Eu não queria que meus pais soubessem, não queria que ninguém soubesse, queria que aquilo fosse apagado pelo tempo e esquecido na minha memória. Os animais estavam satisfeitos, não iam mais me perturbar e eu seguiria minha vida. Foi o que fiz.

Vários anos se passaram… hoje tenho 18 anos, minha mãe já se conformou quanto a minha condição, não discute mais sobre isso, mas ainda não aceita, apenas respeita. Tudo bem, eu não posso cobrar demais dela. Hoje sei que ela sofreu tanto quanto ou mais do que eu, e que tudo o que ela fez e disse foi pensando no meu bem. Ela não queria que eu fosse assim, mas é porque ela sabia que eu iria sofrer e ela me ama demais para me ver sofrendo.

Eu sei que ela sempre esteve certa. Eu sofrerei por ser quem sou eternamente, serei condenada, injustiçada, subjulgada… mas nunca abaixarei minha cabeça, pois eu me amo, tenho orgulho de quem sou e nunca desistirei de ser feliz.

 

Entre os 18 e 21 anos, eu passei muitas outras situações de preconceito e desrespeito. Fui recusada em entrevistas de emprego com a alegação “Não mantemos pessoas como você no nosso banco de dados”, tive que correr de skinheads, levei cuspidas de estranhos no rosto na rua, fui tratada com diferença… Tudo isso só serviu pra me tornar mais forte! Eu nunca me permiti ser diminuida, porque não sinto vergonha de ser homossexual, lésbica, gay, sapatão, fancha, biscoita, sapa, dyke… como você quiser chamar.

Meus pais hoje são totalmente tranquilos com a minha orientação sexual. Minha irmã apoiou desde o início, nunca teve problemas com isso. Minha mãe, ao perceber que eu continuo sendo a mesma filha responsável, trabalhadora, educada e carinhosa, deixou de se importar com essa questão e, hoje, apenas me aconselha a tomar cuidado com minhas atitudes fora de casa, pois o mundo é muito injusto. Sempre que aparece alguma reportagem sobre crime de homofobia na televisão, meus pais conversam comigo para saber se está tudo bem. Hoje, sei que sempre pude contar com eles em qualquer situação de agressão preconceituosa.

Eles já sabem do meu sonho de casar um dia e formar uma família com minha futura esposa. Houve uma longa conversa sobre esse assunto e estou tranquila por saber que, quando isso acontecer, meus pais visitarão a mim, minha esposa e minhas filhas em nossa casa. Eu mal posso expressar quão gratificante é a sensação.

Agradeço eternamente aos meus pais e minha irmã por terem sido tão rígidos na minha criação, cobrando sempre nos aspectos certos e me ensinando a ser uma guerreira. Eu tenho uma família maravilhosa que me cobre de carinho, amor e respeito. O ser humano correto que eu sou hoje é graças a vocês! Foi com vocês que eu aprendi que, se o amor é verdadeiro, ele passa por cima de tudo. Moisés (pai), Rose (mãe), Babi (irmã), Léo (cunhado) e Liv (afilhada)… EU AMO VOCÊS!!!

Gostaria de dizer a todas as meninas e mulheres, de qualquer idade, que estão passando pela situação de “saída do armário” nesse momento, que aquela campanha “IT GETS BETTER” é real. Realmente, as coisas acabam bem. Desde que você se mantenha forte e orgulhosa do ser humano que é, que não abaixe a cabeça independente da dificuldade apresentada, que você coloque o amor acima de tudo e lembre sempre que em primeiro lugar vem a sua felicidade. Mesmo que seus pais não aceitem logo de início, a partir do momento que eles te amam, mais cedo ou mais tarde colocarão esse amor acima de qualquer outra coisa. Compreenda que também não é fácil para eles e seja paciente. Trabalhar a confiança é sempre bom! Mostre que você ainda é a mesma pessoa. Se supostos amigos te virarem as costas, sinta-se feliz por ter se livrado deles, pois a amizade deles não era verdadeira.

Tive sorte de contar com o amor de amigos verdadeiros, que estiveram do meu lado durante todo o tempo e me ajudaram a levantar todas as vezes que eu cai. Amigos que até hoje lembram de tudo e fazem questão de me dizer que ainda estão aqui por mim, se eu precisar! Obrigada Mari, Nathy, Tati, Mari Negona, Fê, Dezça, Pri, Flávio, Marcão, Helô, Natasha, Nat, Rouge, Rafaela, Thammy, Thi Best… e alguns outros. Eu adoro vocês pra sempre. Vocês são maravilhosos!

E não se esqueçam: Ser homossexual não é um problema, é uma condição!

 

 


Bianka Carbonieri

Fundadora do Sapatômica - Tem 23 anos, mora em São Paulo e é mais conhecida por aí como "decooy". Workaholic, louca por Social Media, estudante de Relações Públicas, italiana, taurina, viciada em café e lasagna!

Comentários
julia disse:

Amei seu texto, e me identifiquei muito, tenho 12 anos e nunca consegui gostar de meninos, via eles só como amigos, aliás sempre tive mais amigos do que amigas, e ano passado tive a idéia idiota de jogar verdade ou desafio com algumas amigas , que decidiram me perguntarsobre o que eu achava de homossexuais e se eu já gostei de alguma garota, resisti antes de responder, mas no final respondi fiquei muito o envergonhada pois a garota que eu gostava (na verdade ainda amo) estava ali no grupinho e tive que me confessar, era minha melhor amiga, loirinha, de olhos verdes e pele branquissima, muito bonita (nem sei como eu , a nerd baixinha anti social, apelidada pelos coleguismo de “mini caneta” ou “dona morte” consegui ser tão próxima dela , que era superpopular)
umas semanas depois , no intervalo , ela me arrastou (literalmente) até o banheiro , trancou a porta e roubou meu primeiro beijo, que aliás foi ótimo, saímos de fininho e fomos para o refeitório fingindo que nada avia acontecido, e isso se repetiu no dia seguinte, uma garota de nossa classe chamou uma inspetora e ficou nos vigiando feito uma maníaca , e assim acabamos sendo pegas pela inspetora, que nos viu saindo do banheiro juntas , a partir deste dia nada foi igual, a menina que nos denunciou, diz ter gravado o beijo com o celular, e mostrou para toda a escola, minha amiga , a que me beijou, sempre foi MUITO sensível ao que os outros dizem , e passou algumas semanas deprimida, ao contrário de mim , que tenho facilidade em ignorar os outros e até me orgulho disso, passei naqueles incontáveis dias infernais tentando acalmar lá , coisa que já estou habituada a fazer , todos os dias quando chegávamos a sala de aula , ou melhor quando chegávamos à escola , éramos bombardeadas de zoações e maníacos nos perseguindo, por sorte eu conseguia os ignorar totalmente , o que os deixava totalmente irritados e enfurecidos por não conseguirem me tirar do sério, quando nisso acontecia costumava ser a melhor parte do dia, isso aconteceu em junho de 2014 e isso já está se estendendo para janeiro de 2015, até agora tenho apenas um pequeno grupo de amigas 4 garotas que estavam comigo no dia em que desse dia me assumir , ao menos diante de minhas amigas , na época eu tinha 11 anos, apenas elas sabem que realmente sou lésbica, a uns tempos atrás um grupo de desconhecidas me parou e me perguntou se eu era lésbica eu só respondi e virei as costas, depois daquele incidente no banheiro tanta gente me para para perguntar se eu beijei mesmo ela que as vezes não sei se me odeiam o são meus fãs, que admiram o fato de eu ter “agarrado uma mina no banheiro” como dizem eles.
seu post me emocionou muito pois me indentifiquei com a maior parte da sua história , e estou passando por várias dessa dificuldades, Beijos Julinha^^

Leticia disse:

Nossa chorei com sua história porque lembrei da minha de tudo que passei com meus pomo eu também só queria morrer das coisas que eu ouvi da minha mãe enfim se eu parece pra contar a minha história ida dar um post gigante, nisso tudo sobrou de bom meu relacionamento que foi o primeiro e único que eu encarei um ano d namoro a distancia já que minha família tava ameaçando minha namorada ela teve que ir embora pra outra cidade e ficamos assim ate eu completar meus 18 anos e fugir de casa, mas ate hoje minha mãe não aceita e nem me respeita ela não aceita que eu e minha esposa vamos ter filhos e casar oficialmente ela ainda acha que é uma fase e vai passar.
Minha mãe tem vergonha de mim e pra gente ficar bem eu tenho que fingir que sou solteira e não falar nada da minha vida :-( enfim se você acha que foi dura com sua mãe porquê falou que era homossexual eu nem sei o que fui porque a coisa era complicada nas minhas brigas com minha mãe, mas enfim parabéns pela sua coragem viu ! Bjbj

bianca costa disse:

Oii
Tenho 13 anos e sou , nao sou assumida , minha mae 3 dias atras viu umas mensagens minhas com minha namorada , e tipo ela ficou muito puta shuahdua me chingo falo q nao ta certo e tal
Mas meus amgos homens até gostao de eu ser lesbica pq podem dizer coisas do tipo:olha aquela mina cm uma bunda gigant kkkk com relação aspessoas e bem de boa o problema eminha mae =/

anne disse:

Só tenho uma coisa a dizer puxa como você foi corajosa parabéns!!! E parabéns também pela iniciativa, este site é uma oportunidade para que outras pessoas tenham uma outra visão menos dolorosa de sua condição sexual…Nossa se eu tivesse o prazer de ter conhecido um site assim antes tantas convicções e medos sentidos outrora não teriam sido tão cruéis na minha vida. Bom estou muito grata pela sua dedicação Deccoy a este site que é um dos que eu estou adorando visitar! Conexão lésbica muito bommm!!!! Rs Sucesso menina…

Lúúh disse:

Decooy, amo seus posts *——* porque eu sinto como se te conhecesse… você meio que entende o que eu estou passando desde meus 12 anos… Hoje estou com 14, mas só Deus sabe o que enfrentei. Todos sabem… Até meus pais, mas meu pai não toca no assunto e minha mãe quando toca é pra me criticar, humilhar e etc… Não sou 100% assumida. Mantenho um relacionamento com um gay ativo há um ano, mas só pra ambos manterem as aparências. Sei que gosto de garotas e não é de agora. Desde de pequena sempre odiei vestidos, saias, blusas agarradas, apertadas e sinceramente? Não sei andar de salto! Sandálias e sapatilhas não são pra mim. Gosto mesmo é de tênis, calça jeans, blusão e boné, no máximo uma touca preta. Primeira vez que gostei de uma garota foi tão estranho, rs… Eu estava na primeira série e me apaixonei pela minha ex melhor amiga. Lembro que sentia uma vontade enorme de dizer que amava ela, de agarrar ela e beijar intensamente. Na terceira série, beijei uma garota pela primeira vez. Lembro que eu queria mais… Mas eu sabia que meus pais achariam aquilo errado, afinal, minha mãe é crente e meu pai Testemunha de Jeová… Hoje sei que não tem nada demais em duas pessoas que se amam serem felizes juntas, independente se ama mulher ou homem. Minha mãe sempre fala que se fosse pra mulher ficar com mulher, Deus não teria feito Adão e Eva e sim, Adão e Ivo. Mas Deus sabia que o homem comeria do fruto, e se fosse Adão e Ivo e Eva e Ada, o mundo não teria sido povoado. Se Deus sabe de todas as coisas, e sabia que homens se apaixonariam por homens e mulheres por mulheres, porque ele criou o mundo, já que isso tudo pros religiosos é tão errado? SInceramente, eu não entendo! Já namorei com garotas escondido, já fiquei, beijei muito e não me arrependo! Apanhei pelo amor da minha vida. Ano passado fui linchada por ser lésbica. Tive que mudar de escola… Mas até hoje, não posso passar em frente a minha antiga escola que me humilham… E eu acho isso horrível! As pessoas não aceitam! Criticam novelas onde tem casais homossexuais! Estamos em pleno século XXI!!! Não estamos matando, nem roubando, nem machucando, nem estuprando ninguém!!! Só estamos querendo ser felizes, é pedir muito???
Estamos num mundo que homossexuais morrem por amar alguém do mesmo sexo. E que heterossexuais que mataram, estupraram, judiaram e torturaram pessoas, saem na rua de cabeça erguida!!!
Já tentei me matar, confesso… Mas, quando eu leio seus posts vejo que se eu me matar, não vai mudar nada! Eu tenho é que viver e mostrar pra esse povo preconceituoso que minha “opção sexual” não me impede de ser feliz, de me dar bem na vida… Mostrar pra eles que por mais que eles não queiram, terão que me engolir!
Obrigada Decooy, por me motivar com seus posts todos os dias desde que descobri seus site! Obrigada!

Cristina Márcia disse:

Decooy, vc dexa transparecer tanta delicadeza nas palavras, que agente se sente em outro mundo! Cara tú és tão linda de espírito que chega a impressionar. Fico pensando… Como uma garota tão jovem consegue escrever coisas tão bonitas que elevam a moral de pessoas de todas as idades, sem ser vulgar e com uma sutileza que impressionam! Obrigada querida por tudo que escreve para esclarecer as pessoas que se sentem perdidas e sem coragem para continuar na luta que muitas vezes é árdua, mas com força e muita paciência iremos conseguir chegar aonde queremos. Bjs.

jorginete f fernandes disse:

Boa noite bianka, é destarte que você me pareça ser uma pessoa
muito simples e de bom coração
de sua amiga assistente social e leitora do seus textos jorginete

antonio disse:

Olá amiga boa tarde.
li toda sua historia fiquei muito triste coa a situação, mas triste ainda fiquei quando você mencionou a religião de sua mãe. Só ai pude entender o motivo de ela nao aceitar sua escolha, pois a palavra de Deus diz que ninguém com essa atitude entrará no reino do Céu. Deus destruiu uma cidade por este motivo se que você ja viu falar nesta história de sodoma. Mas pra o mundo pode até ta perdido, só que pra Deus ainda tem solução Jesus te ama amiga. você conhece os principio de Deus, você o que ele gosta, saiba que você é filha de Deus também. Um forte abraço

daiane disse:

nossa muito dez a sua historia de vida gostei eu ainda estou no meio termo ou melhor em cima do muro como dizem pois eu sou bi,tenho uma namorada muito dez e pretendo ver até onde eu vou desse jeito sendo bi ela e totalmente les o bom de tudo e que eu e ela nos damos super bem valeu sua historia de vida me ajudou muito ;-)

Angélica disse:

Oi Bianka,
Ler a sua história foi uma ponte para o meu passado que também não foi fácil. Minha mãe chegou a um ponto de que eu não podia me sentar a mesa para fazer a refeição com ela, meu pai e meus irmãos.
Realmente o apoio vem de onde menos esperamos. Meu me disse quase o mesmo que o seu, uma palavra diferente…
É muito bom sabermos que não estamos nesta luta de nada mais que Respeito.

Boa sorte em sonho de constituir família, desejo-lhe felicidades antecipadas.

Abraço,

Angélica.

nahdias disse:

Você é muito especial Decooy, uma guerreira. Te admiro demais. Me emocionei muito com a sua história. Você é um grande exemplo.

Mari disse:

Bem, eu tenho bem mais que 13 anos rs….
Mas não tive dificuldade… Tive apenas uma namorada ( e acho que só eu a namorei, ela não me namorou pelo jeito kkkkk) e qndo aconteceu disse pra minha mae que estava com ela… Simples assim!
Ela disse: “Vcs são adultas, se resolvam”
E a acolheu como filha, no msm dia já dormiu em casa e dps outras vezes tbm! Minha mae fazia chá pra ela, perguntava dela tds os dias e me ouvia qndo brigávamos… Alias, ela me ouve ate hj, desde que semana passada, terminamos e fiquei mto mal…
Minha família tbm! Tivemos um almoço de família, cheguei e disse que levaria minha namorada… Ela foi recebida, almoçou com tias e primos meus… Tds falaram com ela, altos papos por sinal…
E todos estão tristes pq terminamos, gostaram dela e a queriam no seio da família, nas festinhas e churrascos…
Não tive exatamente o menor problema em relação a isso…
E minha família é td religiosa, as tias católicas, minha mae presbiteriana… só eu que sou espirita….
Acho que tive sorte, pq fui mto aceita…. idem no trabalho e amigos… pq não escondi de ngm qndo despertei para isso…. ate agora não senti diferença no tratamento de ngm!

Edina disse:

Bom, em primeiro lugar parabéns pela história de superação. Segundo, me identifiquei bastante no quesito “proibição” rs… Acho que essa foi a pior fase na época. De fato essas situações por pior que sejam, servem apenas para nos deixar mais forte. Com certeza a sua história ajudou e ainda vai ajudar muitas pessoas que passaram ou passam pela mesma situação. Boa sorte e sucesso.

Nathy disse:

Adorei o post,
tentei me assumir para minha mãe quando eu tinha 11 anos (já tinha muitas conversas com ela em relação a sexo em geral), quando eu falei que gostava de uma menina da minha rua, ela falo que era normal eu gosta das minhas ‘amigas’, então eu reforcei “eu gosto dela mais do que amizade…”, ela fico quieta e falo que se eu queria ir ao psicologo.
Aquilo me doeu, segurei a raiva que eu senti e disse para deixar de lado.

Outra vez quando tinha 14, tentei falar com a minha irmã (afinal gostava muito da melhor amiga dela), com medo da reação da minha irmã comecei a chorar, ela me ouviu e não falou nada, se discordava, se concordava ou se entendia. No outro dia minha mãe veio falar comigo dizendo que se eu podia consulta com uma amiga dela psicologa, não respondi nada apenas sai do quarto.

Hoje com 20 anos não me importo com o que minha mãe pensa em relação a minha sexualidade, ela sempre inventa de falar sobre casamento e homens, eu digo que não vou me casar só porque ela quer. Minha relação com ela é muito boa menos quando falamos sobre casamento :p

Violeta ♡ disse:

Caracaaaaa mano, que post perfeito! cai em lágrimas aqui,,, QUERO SER IGUAL VC QUANDO EU CRESCER, FORTE! :)

Gabriela disse:

Olá!
Eu me chamo Gabriela, tenho 19 anos e li esse texto pela primeira vez quando tinha 17. Na ocasião, eu estava começando a namorar minha atual namorada, minha mãe tinha descoberto sobre meu namoro (fuçando no meu celular e lendo conversas no whatsapp), os pais dela ainda não sabiam e, por isso, escolhemos também não contar para os Nossos amigos. Eu estava vivendo um momento muito difícil, sofria demais em silêncio, o único apoio que eu tinha era o da minha namorada, e, depois, da psicóloga (que ajudou imensamente no processo). No início, minha mãe SURTOU, me falava absurdos, tratava mal, dizia que não ia mais pagar minha faculdade e eu teria que voltar a morar em casa, que eu não poderia mais sair, declarou ódio pela minha namorada, dizia ter vergonha, nojo de mim… Esse terrorismo durou um tempo, mas aos poucos as coisas começaram a namorar. Depois que minha namorada se assumiu pra família, nos sentimos confortáveis para contar a nossos amigos (depois de 8 meses de namoro escondido) e, depois do choque, o processo de aceitação foi mais fácil do que esperávamos.
Hoje releio esse texto com outra cabeça. Depois de tanta porrada aprendi que realmente, “it gets better”, sou feliz ao lado da minha namorada ha um ano e meio, convivemos em harmonia com nossas familias e amigos, frequentamos as casas uma da outra e somos queridas e bem tratadas em tais ambientes.
Escrevo esse comentário pois me lembro de ter lido o texto em um momento de muito sofrimento e hoje, ao rele-lo, fico feliz por perceber que passou. Escrevo pois espero alcançar pessoas em situações parecidas com a que eu vivi e quero poder lembrá-las de ter esperança sempre.

linda historia vc passou por muitas dificuldade adororeiii…….

mari disse:

ooi tenho 14 anos e estou simplismente desesperada, meus pais nn aceitam de jeito nenhum me chingam e me agridem fisicamente e verbalmente, eu nn saio mais de casa estou a ponto de me mataar,estou em depreção, ja visitei tudo que site.! me ajudem por favor qualquer pessoa. EU IMPLORO, POR FAVOR

Edina disse:

Mari,
Mantenha a calma. No início família nenhuma aceita com tanta facilidade, mas com o passar do tempo eles percebem a condição sexual não interfere no caráter e isso que realmente importa.
Fica firme, pois quase todas nós aqui já passamos pelo o que você está passando e garantimos que existe uma luz no fim do túnel.

Bjos

Lay disse:

Decooy, sua história é de força e lutas. Sinceramente, sem palavras. Te desejo toda felicidade <3

Pri disse:

Nossa, incrível… Fiquei sem palavras.
Sou de família evangélica, neta de pastor e sei muito bem que existe um preconceito muito grande contra a opção sexual da pessoa.
Ainda não sei dizer o que penso exatamente sobre o conceito de certo x errado diante de Deus, mas depois de ler esse post, consegui enxergar o outro lado, aquele que , muitas vezes, fica esmagado dentro de nós por nossos receios.
Conheci o Sapatomica ainda este mês e tenho acompanhado todos os posts. Ler este blog tem sido realmente incrível… Me fez ver que a vida não eh feita apenas de regras, mas principalmente de excessões.

keli disse:

Bom fico muito feliz por existir pessoas de coragem como você fico orgulhosa e feliz,ah se todos e todas fossem como você,aproveite viva sua liberdade e seja muito feliz!

michelly disse:

q pena ne
chato niguem mm respondeeeeeeeeeeeeeee

Violeta disse:

Humm, :?: responder o que amore? (

michelly disse:

lllllllllllllliiiiiiiiiiiiiiiiiiiinnnndaa

michelly disse:

ESTOU SEM PALAVRAS….. VOCE JA PASSOU POR MUITO DIFICULDADE MAS SER TORNA A MESMA GUERREIRA LINDA E FORTE COMO SEMPRE,,,

Me disse:

Sou filha de pastores, eu percebi que gostava de meninas com 12 anos, mas só me aceitei com 15. Com 16 anos conheci a mulher que hoje sou casada, por eu ser menor de idade e ela 11 anos mais velha que eu, tivemos que terminar e perdemos o contato. Quando eu tinha 17 anos meus pais me noivaram com um diácono da igreja, tive que aceitar aquela situação pois era menor de idade. Perto de completar 18 anos eu reencontrei a B. e decidimos morar juntas. 3 dias depois de me tornar maior de idade saí de casa, não contei pra ninguém, saí sem ninguém ver, só com uma bolsa de roupas. Eu avisei que estava bem e depois de uma semana contei tudo para eles. Hoje eu tenho 22 anos, meus pais não me aceitam, nem a minha irmã e nem ninguém da minha família. Ainda sou casada com B. somos felizes e pretendemos ter um bebê no ano que vem.
Resumi beeem a história porque é bem longa.

Paula disse:

Olá meu nome é Paula e gostaria de desabafar e receber conselhos de alguém experiente estou cheia de duvida em relação a minha vida não sei o fazer só tenho vontade de morrer de sumir do mundo… Conheci uma garota que não mora no mesmo estado que eu uma amiga do meu irmão que é gay e assumida como ele mais enfim nos apaixonamos intensamente só que eu também gosto de homens mais o problema não é esse o problema é minha mãe que não aceita de jeito nenhum ela definitivamente não sabe só desconfiou mais eu não tive coragem de falar nada pra não ter que magoa-la … Serei demitida do meu emprego onde trabalho a mais de dez anos e meu irmão me chamou pra ir tentar arranjar um trampo onde ele mora que é em brasilia DF e a moça por quem estou apaixonada mora do lado da casa do meu irmão… minha mãe cuidava da mãe dela que veio a falecer depois disso minha cabeça parece um vulcão em eroupção á ponto de explodir a qualquer momento jão não aguento mais mais essa vida aqui em recife quero mudar viver minha vida longe daqui e ficar com ela mais minha mãe não larga do meu pé fica o tempo todo grudada em mim não saiu pra lugar nenhum e pra onde aparece lugar pra ir ela fica controlando meus passos ligando perguntando que horas vou chegar já não aguento mais quero morrer… meu medo é de quando eu falar que vou embora ele querer ir atrás de mim em somos ela e eu, ela vai encher o meu saco pra que eu não vá e eu quero minha liberdade o que eu faço? me ajuda por favor, não quero magoa-la deixando só eu só sei que vou enlouquecer se continuar dentro de casa quero viver minha vida do jeito que eu quero como eu bem entendo chegar e sair a hora que eu quiser com que eu quiser sem ter que dar satisfação a ninguém e não tenho coragem de falar nada dos meu sentimentos pela pessoa que estou apaixonada me da uma luz do que fazer por favor bju e obrigado!!!

decooy disse:

Paula, você pode pedir ajuda no nosso ask: http://ask.com/sitesapatomica

jo.deoliveira disse:

Que deus abençoa todos os dia de sua vida poq vc foi uma pessoa forte pra passa tudo q vc passou so tendo muita força desdi criança enmagino foi uma barra sua estoria pareceu um pouco comigo mais foi alcontrario minha mae me apoio mandou eu ser feliz poq eu ñ sabia oq fazer achei q era errado os meus sentimento q eu tinha com mulher mais ao meus 16 anos tudo mudou em frentei muitos preconceito e enfrento ate hoje mais deu tudo certo morro com uma pessoa ja tem 14 anos q bom q tudo deu certo gostei de sua historia bjssss espero q vc forma sua familia poq e muit bom

Nicoli disse:

Bem, tenho 13 anos me assumi ano passado SUPER me identifiquei na maioria do texto, principalmente na parte “Minha mãe foi criada dentro de uma igreja Adventista do 7º dia, meu pai nunca foi muito religioso, mas aprovava que minha mãe me criasse a base dos ensinamentos da bíblia. Todos os sábados, quando ia à igreja, me sentia culpada por estar lá dentro, queria sair correndo. Só eu sei o quanto doía permanecer lá dentro ouvindo que eu era uma pecadora e não ia para o céu. Alguns anos depois, minha mãe deixou de frequentar a igreja por questões pessoais, mas continuou muito fiel.”
Minha mãe também era adventista e eu sou desde os 9 anos batizada, mas não praticante. eu adorei o texto, me ajudou muito, esclareceu algumas duvidas, e parabéns pela força :)

Flor disse:

Parabéns menina….
Você é uma verdadeira guerreira,muito corajosa,você merece todo o sucesso que você tem, e muito mais…
Linda mim emocionei com a sua historia.
Beijos!

Naraaa ' disse:

Aiin adoreeeeiii . perfecto . penaaa

Rita disse:

O mundo está mudando muito. Eu sou advogada e heterossexual, mas defendo o direito de escolha sexual. O importante é que a lei está ficando do seu lado também .
Daqui a algum tempo o preconceito contra homoafetivos será tão sério quanto é para com os negros.
É muito bom ser feliz com as nossas escolhas, e eu juntamente com a lei lutarei para ver pessoas como vc feliz.

Michelle disse:

Puxa, encontrei essa história hj e além de gostar, me identifiquei mto… Eu tb cresci numa igreja Adv. do 7º Dia, fui desbravadora e tudo o mais, meus pais e minha irmã caçula ainda são da igreja… Aos 14 me assumi e inclusive justifiquei ao pastor da época o pq de me afastar afirmando a ele que eu não seria mais hipócrita e estava saindo da igreja. Foi duro pra mim e para minha família, contudo passados o choque e o susto do inicio, aprenderam a me respeitarem e me amarem como sou!
Hj já tenho 28 anos, há 5 sou casada, felizmente tenho a sorte da minha família toda gostar mto da minha esposa, da família dela gostar de mim e todos nós podermos nos relacionarmos como uma grande família de gente boa, bonita, civilizada e que acima de tudo aprendeu e aprende todos os dias a respeitar e amar as pessoas exatamente como elas são!
Abraço!

Larissa disse:

Esse post foi perfeito

pamela disse:

Affs tbm me assumi com 13 anos e minha historia é bem parecida com a sua (até chorei rsrs) parabéns Guerreira

Klaus disse:

Adorei o site!
Sou gay, viado, wathever, mas… eu sou bem-vindo aqui, certo? :D
Eu tenho 13 anos e assim como ela, tenho total certeza de que não sou hétero.
Já assumi pra minha mãe, mas ela não quer que eu assuma pro meu pai.
Esse texto me fez pensar sériamente em contar…

Rafaela disse:

Não sei bem o que dizer sobre esse texto, de verdade. Talvez porque tenha me tocado tão fundo que me sinto um pouquinho entorpecida. Aos 14 anos, tive uma história parecida com a sua. Meus pais descobriram que eu namorava uma garota através de textos também, mas de textos do meu diário, que pegaram e leram. Ao contrário de você, não fui tão forte, e deixei eles pensarem que tinha sido uma fase, ou me afastariam dos meus amigos e da minha namorada da época. Hoje, penso se eles teriam aceitado no final. O assunto virou tabu aqui em casa, e apesar de eu ainda tentar conversar com a minha mãe sobre isso, ela sempre rejeita a ideia. Tenho 17 anos e pretendo contar aos meus pais que sou lésbica quando puder sair de casa. Espero que isso aconteça o mais rápido possível. De qualquer forma, obrigada por compartilhar esse depoimento. Saiba que sua história é tocante, e que admiro muito sua força.

mickaely disse:

quando eu tinha 11 anos eu vi em um jornal que um homem tinha feito a sua filha ver filme porno entao perguntei para minha mae oque era porno ela disse que nao sabia mas ela nao quiria falar entao pesqusei na net oque era porno quando eu vi eu sintia vontade de tranzar ainda tenho entao peguei o numero das molheres lesbicas e liguei mas nimguem atendeu minha mae chegou e eu desliguei o computador e hoje tenho 15 anos e minha vida mudou

Ana Carolina disse:

Meu nome é Ana tenho 16 anos,me assumi há 2 meses pra minha familia,sabe eu não fiquei cm medo deles não me aceita e sim deixar de me amar,quando eu contei pensaram que eu tava brincando,depois virão que eu estava realmente falando a verdade.
Minha mãe aceita de boa,e as minhas irmãs me dão mó força,so estou meio com medo de contar a algumas amigas minhas que são de igrejas e que concerteza não irão me intender.
Gostei muito do que você escreveu,graças a Deus minha familia me aceitou,so que a sociedade é mais dificil de se lidar com isso,mais vou levar comigo a tua historia !
Parabens

Honey disse:

Tenho 17 anos e estou gostando faz 1 ano de uma menina e ela naum sabe, achei q agora fosse a hora certa de contar,mas aconteceu uma coisa q acabou com os meus planos,ela vai embora para outra cidade, faz quase uma semana que eu fiquei sabendo dessa noticia, estou muito triste, choro toda hora, naum to dormindo direito direito, me ajudem vcs acham que eu devo contar pra ela? Ou deixar as coisas como estão?
Alem dela ir embora tem outro problema eu naum sei a opção sexual dela e ela pertence a uma cultura totalmente diferente da minha o que eu faço agora?
Ah e só a minha mãe sabe da minha opção sexual, ela tem medo de eu falar para todo mundo e sofrer preconceito,mas eu naum agüento mais ficar escondida e sendo uma pessoa que eu naum sou só para agradar a sociedade, o que vcs acham que eu devo fazer?
Eu gosto mt dela e rezo todos os dias pra ela gostar de mim tbm.
PS: Mt emocionante sua história Decooy, vc merece ser mt feliz, que Deus te abençoe mt

Dilma disse:

aos 16 quando minha mãe me encontrou na cama com minha primeira namoradinha também falei ”mãe me perdoa”, como se estivesse fazendo uma coisa muito errada. Que triste… hoje tenho mais de 30 e vivo muito feliz, não falo muito com ela mas sei que ela carrega uma culpa muito grande por nunca ter me aceitado e eu ter ido viver minha vida do meu jeito.

Thais disse:

Eu comecei a acompanhar vocês tem apenas 3 dias, mas achei muito importante todos os exemplos e boas histórias aqui contadas.

Meu nome é thais, tenho 17 anos e a 2 anos e 6 meses estou em o relacionamento sério pela primeira e unica pessoa por quem realmente me apaixonei.
Me identifiquei com sua história por alguns pontos em comum com a nossa história. A mae dela nao nos aceita, ja expulsou-a de casa n vezes, ja bateu, ja chingo e etc etc. Sofremos preconceito na escola por parte da diretoria, mas ainda bem, os alunos nos tratava bem. Aos 15 anos fui “obrigada” a me assumir para minha mae, por a mae dela ligar na minha casa tentando esfregar na cara dela que eu desvirtuei a filha dela. Enfim com 17 anos sei que nao vi quase nada do que a vida tem para me mostrar, mas a gente aprendeu juntas a superar as barreiras e vencer as forças que tenta nos destruir. Espero que em um futuro distante a pessoa que ela mais ama e que ela mais precisa nos aceite, porque ai sim todas as nossas barreiras vão ser vencidas e a felicidade dela vai estar completa.

Parabéns pelo blog.

Rayane disse:

“Ela não queria que eu fosse assim, mas é porque ela sabia que eu iria sofrer e ela me ama demais para me ver sofrendo.”

É o que eu sempre penso. Parabéns por ter sido forte!

clauia disse:

eu tenho 17 anos

clauia disse:

oi parabéns pela a sua atitude pois n tenho coragem de fazer oq vc fez minha familia n sabe q eu gosto de menina e tbem n fikei ainda com uma eu tenho 17 anos q gostaria de conhecer uma menina pois sinto muita tsão meu msn é claudiapontes2012@hotmail.com espero conhecer uma menina bem legal bjs

débora disse:

Todos souberam sobre minha sexualidade em 2009, quando eu tinha 15 anos, me identifiquei muito com o post. Foi bom ver muito de mim nas tuas palavras, fiquei super emocionada ao lembrar tudo o que aconteceu comigo. Parabéns, Bianka. Beijo

Barbara disse:

Que bom que vc conseguiu tão cedo se aceitar… Pena que minha vida…
Sou Lésbica e acho que só agora, aos 20 anos, consigo me aceitar melhor… fui criada de forma mto religiosa e sempre me culpei mto por gostar de mulheres e não de homens. A tristeza de ver todo mundo namorando, podendo ser um livro aberto, enquanto eu… tenho que mentir…
E pra complicar minha situação, fui mãe aos 19… Tenho que criar uma filha na casa dos meus pais… Então não posso, tão cedo falar a verdade, isso destruiria a harmonia da nossa vida…

Vick disse:

caramba , chorei, por um momento do texto é o que eu to passando.minha mãe não aceita mais meu pai sim.
eu sou apaixonada pela deccoy desde a 1 vez que a vi no dedilhadas e dai não deixei de segui-la.espero te conhecer um dia…

Anny Rodrigues disse:

Merece um filme essa história , ou pelo menos um best seller !
Inspiração como essa é o que me fortalece. Parabéns Bianka :)

Mah disse:

Alguem pd me ajudar tenho 16 anos,fui criada numa religiao totalmente contra os gay sempre gostei de garotas ainda nao me assumi e nao sei como fazer eu tenho medo faz 3 meses que eu namoro escondido uma garota me ajudem por favor.

Tamara Mendes disse:

Sua História é quase igual a minha, em relação das atitudes da sua mãe! Você é forte e eu estou sendo assim porque trenho orgulho do que eu sou! :) Lendo a sua História me fez ter mais força e lutar pelo o que sou!

Carol disse:

Certo Bih, juro que deu pena de você algumas partes da sua vida, mas acredito que maioria de nós já passamos por coisas parecidas. Tenho 18 anos, minha mãe descobriu há 5 anos, e até hoje ela não aceita, e me condena, diz que vou pro inferno e tudo o mais.
Não sei que Deus Medieval é esse, que condena formas de amor e diz que eu vou pro inferno por amar quem eu amo.
Além do mais, minha mãe não entende que eu escolhi ser gay da mesma forma que escolhi ser um mamífero e ter duas pernas, não foi minha escolha sofrer o que eu sofro, não foi escolha minha não ter uma vida relativamente normal, comparada a do meu irmão e etc etc.
E além da homofobia dentro de casa, ainda tem na rua. Os heteros desinformados não entendem que, quando um gay ganha um direito, eles não perdem nenhum.
Mas tudo bem, vou tomando na cara e da vida, pra me tornar mais forte, como você disse.

Abraço, Curty.

Fernanda disse:

simplesmente chorei, passei por tudo isso! e sei que tudo que eu ainda passo, mesmo depois de 5 anos deve ser uma faze! e como a sua mãe, a minha apenas respeita e não aceita…as vezes a pego chorando, e é quando eu penso em simplesmente sair dessa, sei la ):
mais ai parabéns pelo texto,gostei muito e vou virar adepta do blog de vocês!!!

fran disse:

Desculpa gata,comesei a ler a historia varias vesez…ate que finalmente consegui…chorei varias vezes..hj sou casada com minha companheira a Fernanda e somos muito felizes…mais ja passamos por muitos problemas..sao 5 anos juntas..e nunca vamos desistir de sermos felizes..bj..felicidades..:-)

vitoria disse:

nossa! essa historia me toco o coraçao eu so bio e tenho 12 anos e para alguns amigos e primos eu ja falei isso e eles ficaram na boa espero ter essa mesma atitude que meus pais

brenda disse:

eu sou lesbica mas tenho medo das rejeitacaoes dos meus pais e familia.. eu comecei a gosta de meninas aos meus 7 anos e hjs tenho 18 anos. com eu faço pra n sai machucada . minha namorada tem 16 anos..a gnt ta juntas 1 i dois meses. eu amo mtu ela so q eu n sei oq fazer. pra assumir minha opcao sexual?

Taynah torres disse:

cara, eu nao sei nem o que falar pra voce, mas olha, sempre vou me lembrar da sua historia! que liçao, chorei horrores aqui porque eu asssumi tem uns 3 meses… ta foda, mas muito obrigada por ter escrito isso… tudo de melhor pra voce!!

Ana Clara disse:

Poxa eu adorei,tenho só 13 anos + tipo consegui saber que agora eu não sou a única,obrigada Bianka! :)

E parabéns por vc ter conseguido fazer com que todos entendessem q você é homossexual.Não sei e não consigo entender pq hoje em dia com tantas tecnologias e coisas avançadas o pessoal não ainda não consegue entender que a pessoa ser homossexual ou não é a preferência sexual dela,e que pessoas assim são seres humanos igual a qualquer outro.Poxa galera se liga, até quando vcs vão ficar nessa de ter preconceito?!

Juh disse:

Nossa, Chorei mto com seu texto! Vc é mto guerreira! Ler seu texto me deu forças pra continuar lutando. Fui “chutada pra fora do armário” recentemente e tô passando por algo parecido. Você é um grande exemplo!

Taynnara disse:

Eu ja havia lido o seu texto no outro site, fato que amo os dois sites !

Vc passou por muita coisa, e eu achei qe tivesse passado por mal nocado… Acho qe todas nos olhamos nossas historias e pensamos ser a pior neah !

Pois bem nao eé assim, e o sapatomica, entre outros, nos unem, e nos mostram que podemos superar tudo isso, e muito mais!

Ser feliz é o que importa, e juntas é possivel passar por isso !

Estao de parabéns… E a vc… Desejo muito mais que felicidade e sim tudo o qe ha de bom nesse mundo doido… Pois merece! Chega de coisas ruins u.u

Beijoo!

vinicius disse:

esse foi o texto mais comovente q eu ja li você é uma guerreira q continue assim você sempre deve se manter forte mesmo naum sendo gay eu te acho muito foda e se você quiser bater nos mlks q te pertubaram na escola na rua ou em qualquer lugar é só você me chamar q eu te ajuda a arrebentar a cara desses desgraçados

Lorena disse:

Nossa, chorei aqui. rsrsrs
Engraçado, sua história é muito parecida com a minha, me apaixonei pela primeira menina aos 13 anos tb, minha vida virou de cabeça pra baixo, minha mãe me aterrorizava, dizia que se meu pai morresse do coração a culpa seria minha. Entrei em depressão, tentei me matar, fugir de casa, eu só não queria ter que carregar essa culpa pra sempre… como se tivesse literalmente levado o demonio pra dentro de casa.
Bom, queria ter tido a mesma coragem que vc, mas ate hoje, com 22 anos, ainda nao consegui me assumir. Pra minha mãe sou uma pessoa assexuada, pois ela nem toca mais no assunto…
Eu convivo com isso, mas é uma coisa que não tem um dia sequer que não me da um aperto no coração. Queria tanto poder dividir a minha vida com a minha mãe e simplesmente não posso por que sou covarde…

vinicius disse:

você não é covarde você só se preocupa demais com as pessoas ao seu arredor mas não tenha medo conte a ela seja forte e converse com jeitinho com o seu pai ele vai entender pq eles são sua familia eles te amam de uma forma ou de outra eles vão entender basta você ter força de vontade

Larissa disse:

Eu acho que vc deve contar sim, por mais difícil que seja as coisas vão se ajeitar com o tempo… acredite =)

jakii souzaa disse:

Adoreei ..
Vooc eh o orgulho da raça
Mto fofo bjo

Isabela disse:

nossa, tenho até que comentar aqui… eu também! fiz 14 anos em setembro e sou assumida para meus pais desde novembro do ano passado. engraçado que meu pai, que é o mais religioso aqui de casa me aceitou numa boa, e minha mãe não me aceita muito bem. aconteceu algumas coisas aqui em casa e tive que falar pra eles que sou lésbica. na verdade, falei que gostava de meninas, se eles pensam que também gosto de meninos não sei, pois aqui em casa não conversamos muito. hoje eu vou na psicóloga e lá conto tudo pra ela, pois ela é uma pessoa com quem posso conversar, pedir conselhos e etc. todos dizem que sou muito nova pra decidir isso, mas acho que sou como você, também já sofri MUITO com isso, mas não tanto como você, pois hoje a sociedade já está aceitando melhor, mas infelizmente ainda há homofobia. espero que com o tempo isso passe e eu possa me assumir por completo para toda minha família… e parabéns pelo seu texto, me ajudou muito mesmo, obrigada :D

Roberta Santtos disse:

ooi’ Bianka eu tenho 13 anos, fiquei emocionada e triste por ler tua historia ao mesmo tempo eu achei você forte e corajosa por lutar pelo que você queria, eu também gosto de meninas mais não to tendo coragem pra falar isso para meus pais, eu já tenho uma namorada só que ela tem 19 anos bem mais velha que eu, mais eu so apaixonada por ela, dentro dese namoro tem uma historia grande, eu quero tentar mi abrir cm alguem. talvez depois de eu ler sua historia você seria pessoa certa ok? você tem msn feice? para eu conversa contigo.
oh vo deixar meu msn aqui
roberttinha_fso@hotmail.com
si você ler esse comentario me adiciona la, presciso desabafar cm alguém. bjs

Keity disse:

⊙﹏⊙

Menina o que falar?
Nossa… Que história, que superação. Não a conheço, mas posso falar com todas as letras QUE ORGULHO de você.
Enfrentou tudo isso com 13 anos de idade.

Nossa, foi maravilhoso ler e me encontrar com esse texto logo agora, recebi por inbox no meu facebook. Através de uma amiga.
Que força que suas palavras e História em geral nos passam!

Tenho 18 anos e to enfrentando exatamente o mesmo, minha família que é a coisa que mais amo, não me aceitam, minha mãe quer me expulsar de casa, fala que estou doente, minha irmã diz que vou pro inferno, meu irmão ameaçou de me agredir fisicamente……….Enfim. O pior será ainda a reação do meu pai, pois ele ainda não sabe.

deixa eu parar com o desabafo…

Obrigada pela força que seu texto passa.
Ainda bem que você postou-o novamente!

Parabéns!!!!!!!!!!

Leh disse:

Cara… sem palavras… cada dia que leio mais o blog fico mais fã! Parabéns meninas!

anonima disse:

olha meus pais tbm sao adventistas do setimo dia e me vejo bem na sua situaçao super interessante sua historia parabens

anônima disse:

Decoy volta com o moicano!!

Anonimo disse:

O principal problema nessa historia toda é que essa garota aew é uma guerreira por seus desejos e sonhos mostrando uma vida com um vazio que sempre irá existir dentro dela que é um amor verdadeiro, e isso transforma as pessoas!! minha namorada era sapatão e gostava e fazia de tudo o que essa garota fazia e sempre sofria por isso com o preconceito das pessoas. Hoje depois que ela se deixou envolver por mim “homem” ela se sente muito realizada e garanto que se ela escrevesse a historia dela aqui seria um exemplo para todos. Eu insisti muito para ela me dá uma chance afinal ela gostava só de meninas! Ela deu e hoje nos amamos e ela diz que descobriu um sentimento verdadeiro e sincero!! Mulheres lésbicas sempre enfrentarão dificuldadespor suas escolhas! dê uma chance para sua verdadeira metade e sejam felizes com seus filhos e seus esposos e deixem essa vida de engano de lado pois eu me sinto muito triste de saber que muitas de voces nunca conheceram um homem de verdade!! peço para cada uma de voces refletirem sobre o suas vidas. Vamos nos casar ano que vem e tenho que dizer que se voces quizerem a historia posso lhes enviar abraços.

Hellem Cássia disse:

Eu queria ter a sua coragem, mas ainda estou no armário. Bjo.

Angélica disse:

Nossa curti pakas toda essa sua história de vida toda sua tragetória carambaa te admiro paka’s beijoos!

bom blog. Eu amo o seu post. Continue a fazer o bem.
Wholesale jewelry

Bianka disse:

Bom vai parecer brincadeira mas a minha historia é a mesma. meu primeiro beijo com uma garota tambem foi com a minha vizinha.Me assumi aos 13 anos. Sou muito feliz com a minha vida….

Helena disse:

Desculpe pela minha imensa burrice. Realmente egocentrica escrota do caralho, eu devo ser assim mesmo. Perto de voce, ai que nao sou nada mesmo. Perdao, nao quis ofender. Fica bem. Te desejo felicidade.

Sua mãe disse:

Grande vantagem.
Não tem um parágrafo que não tenha a palavra: “eu”. Tipo, você não tem essa super história de vida toda que você acha que tem, concentre-se em outras coisas ou você terá sérios problemas megalomaníacos egocêntrica escrota do caralho.

Helena disse:

Tenho 14 anos e voltei do hospital faz 2 dias. Tive uma infecção em um dos muitos cortes que estavam no meu corpo, quase tive que amputar uma perna. Descobri que sou homossexual há quase um ano e só contei para uma pessoa, que morreu faz 2 meses. Tentei sufocar isso, mas e ate consegui por algum tempo, mas nao durou muito. O pior é nao conhecer ninguem que seja homossexual tambem para me acalmar e dizer que nao é algo ruim ou errado. Atualmente, sou obrigada a manter um namoro com um menino para que minha mae nao desconfie. Ela é muito mente fechada, ler sua historia realmente me ajudou. Obrigada.

keroline disse:

vc é realmente uma quereira vc é o esemplo para muitas lesbica

keroline disse:

eu fiquei sem palavra é a coisa que eu precizava

Suellen disse:

uau..que historia, vc realmente é uma guerreira. Sou bi, assumida desde 18, tenho 23 anos..mas nao passei por nada disso, tive sorte de ter uma mae mt mente aberta. Nao sei se eu seria tao forte pra aguentar tanto.

ivorickneto disse:

Se as pessoas querem ser felizes seja lesbicas, gays, travestis e bisexual é a opção sexual que elas escolhem para a sua vida. Eu acho que a sociedade vão falar mas eles não tem a ver com a sua vida.

Rafa disse:

Me identifiquei.
Me assumi dois meses antes de fazer 13 anos, e isso ficou bem marcado, pois minha mãe descobriu de uma forma muito tensa. Ela se passou por mim no MSN, para minha namorada (virtual na época).
Passei por terapeutas, por épocas dolorosas, bebia muito, me mutilava, tive desejos suicidas. Mas hoje, um ano e meio depois — aos 14 anos —, eu sou muito forte e confiante comigo mesma. Meus pais aceitam super de boa, e sempre me apoiam. E sei que sou abençoada por isso.
Nunca sofri — e espero que nunca sofra — nenhum tipo de agressão, nem física, nem psicológica. Meus amigos continuam os mesmos, uns amores. O engraçado é que toda semana me perguntam as “novidades”.
Eu sempre soube quem eu era e foi como só mais uma diferença. Têm meninas que não gosta de meninos, e acho que isso tem de ser aceito o mais rápido possível.
Parabéns pela sua força e confiança, Decooy. <3 Mais uma ótima matéria.

dessa disse:

Parabéns pela tua garra! Ser feliz é o que importa, o resto é resto!

Rebeca disse:

Nooossa! Parabêns….minha historia é bem parecida com a sua mais é um pouco mais complicada por eu ser de uma familia evangélica e ser noiva….mais AMO MINHA NAMORADA e to tentando arrumar um jeito de me assumir…as minhas amigas da faculdade ja sabem e meus amigos tbm… não tenho vergonha…minha mãe me proibi de muiita coisa e a mãe dela tbm pelo fato delas desconfiarem…mais sua história me deu força… Parabêns! :)

Gaa disse:

sinceramente eu amei a sua historia e me fez chora de emoção e ve que vc é muito corajosa parabéns pela sua atitude espero que um dia eu tbm consiga sair do armario mesmo achando isso impossivel.

jaqueline disse:

Olha, eu tenho 14 anos ainda não me assumi pro meus pais, mas as minhas migas e as pessoas da minha escola já sabem… é muito complicado porque as pessoas me julgam muito, e vai ser mais complicado ainda quando eu me assumir pros meu pais, porque ele são evangélicos, mas a sua história me deu forças para continuar e nunca deixar de ser quem eu sou ;)

Tina disse:

sem palavras..só lágrimas de emoção. Você é incrível..
Bjs da menina Complicada.

Maria de Fátima Gomes disse:

Concordo com alguns comentários! Esse texto é o melhor do site. Conseguiu me emocionar, pois em algumas partes, ele condiz com a minha história. Parabéns, moça! Seria bom se muitas pessoas adotassem a forma que você ultilizou para superar algumas das poucas injustiças do mundo. Que você continue crescendo espiritualmente e sendo esse belo ser humano.

Maria de Fátima Gomes disse:

Concordo com alguns comentários! Esse texto é o melhor do site. Conseguiu me emocionafr, pos em algumas partes, ele condiz com a minha história. Parabéns, moça! Seria bom se muitas pessoas adotassem a forma usou para superar algumas as poucas injustiças do mundo. Que você continuei crescendo espiritualmente e sendo esse belo ser humano.

Camille disse:

(uma caixa de lenços de papel e duas pausas para respirar fundo depois…) minha história foi parecida com a sua Bianka. De fato, tenho a sua idade, mas nossas histórias diferem em alguns detalhes. Minha mãe passou 6 meses sem falar comigo e meu pai (que é o xiita da história) não fala comigo até hoje. Eu precisei de muito auto controle para não arrebentar a cara da pessoa que entregou a carta a minha mãe, mas não fui muito perseverante, já que a ignorei solenemente em todos os ambientes e esferas possíveis. A menina com quem eu estava à época, foi o meu santuário, meu porto, minha religião, e hoje minha noiva. Me ajudou a superar depressão, tentativas de suicídio e a recuperar minha vontade de viver. A violência que sofremos não foi a física (provavelmente por nossas famílias deterem alguma influência na cidade), mas por sermos femininas (passamos meio longe do estereótipo “buch”) temos que aguentar até hoje situações de desrespeito por conta de pessoas – principalmente homens – que assediam-nos sob a justificativa de que “o que nos falta é um homem que nos ensine o que é bom (ou que nos coma, a depender do nível do indivíduo)”. Ver exemplos como o seu só me faz ter mais vontade de viver minha vida da maneira mais correta e justa que me for possível, ainda que para isso às vezes tenhamos que magoar pessoas que amamos pela pura falta de respeito delas próprias.

ALMIR BRAZ disse:

O brigado por tudo vc foi maravilhosa.Gostei muito da sua historia.O brigado por vc existir, vc é um exemplo a se seguir.

Bi disse:

Não conseguia parar de ler. Você escreve muito bem e sei que esse texto vai ajudar muita gente, inclusive a mim. Obrigada pela dedicação ao escrevê-lo e parabéns pela sua história, que mesmo triste, teve um lindo final.

Abraços.

Vanessa disse:

Nossa amei mesmo, estou passando pela mesma situação, tenho 14 anos sou lésbica e muito tímida. As vezes me sinto sufocada por não poder contar oq sinto pra minha mãe. Já sofri bastante preconceito mais isso eu procuro não ficar me lembrando muito. Leio seu texto todo dia pra me fortalecer. Obrigada.

rafaela disse:

que coisa mais ridicula ser lesbica que nojoaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa que nojo

decooy disse:

hahahahahahahahahaha… hai ai.

KVF disse:

Poxa devo te falar q fiquei com vontade de te levar pra minha ksa!!!!! tem namorda?

Vanessa disse:

cara como tu é besta

maria beatriz disse:

Meu amor acho que vc entrou no blog errado porque esse blog eu acho que é especialmente para nós HOMOSEXUAIS agora voce pega fala que tem NOJO da gente logo nesse blog que é para LÉBICAS nao vai dar o que preste se liga NOGENTA …. eu tenho nojo de pessoas como você que é HOMOFOBICAS … HOMOFOBIA é Crime i isso da CADEIQ

Tudosapa disse:

Eu pensava que era só comigo que não terminaria bem… Que só na minha vida tudo continuaria a mesma merda de sempre (durou 3 anos). Cheguei a ser expulsa de casa, passei por uma época que eu só queria não estar viva… E hoje agradeço por não ter desistido, por ter continuado e me tornado forte! Hoje, meus pais me aceitam, cada um da sua forma, me ajudam. Minha mãe, que me expulsou de casa, é a pessoa mais linda desse mundo comigo. Eu tive o prazer de escutar de uma namorada: “meu sonho sempre foi ser tão bem recebida por uma família como fui pela sua”. Não dá pra explicar a sensação de saber que sua família está com você, mesmo sendo difícil a aceitação… É maravilhoso. Então, de verdade, acreditem: TUDO termina bem. Até pras piores situações :)

Juliana jéssica disse:

Parabéns vc merece mesmo ser feliz…. adorei, me emocionei, um dia eu quero falar a verdade para minha mamãe não sei se vou conseguir pq se ela ficasse com raiva de mim seria mais facil, agora o problema é ela fica triste magoada, eu não quero ve-la desepcionada por minha causa, eu a amo demais para isso, mas ja sofri demais na vida e agora quero ser o que sou, sua historia me deu forças garota… parabéns mesmo !!!!
um forte abraço no seu coração.

tati tamura disse:

Bika, confesso que chorei ao saber que vc passou por tanta coisa, tanto desrespeito e eu nunca soube nem fiz nada a respeito…
Vc sempre foi muito querida pra mim, mesmo quando a gente se afastou, e dá aquela raiva de pensar no que já te fizeram sofrer e no quanto eu tava perto e não vi. Meio como se eu tivesse falhado com vc, sei lá :/ Me desculpe por isso.

De qualquer forma, fico feliz pela mulher que vc se tornou, parabéns!

Beijos, e sucesso pra vc e pro Sapatômica (:

michelly disse:

EH VERDADE Q SEJA SEMPREFORTE LINDA E FORT

Brenda Curty disse:

Pois é, comigo não foi muito diferente, mas ainda estou com 17 anos, eu tentei, retentei rs, e não deu, me senti assim:

“Eu só tinha algumas certezas: 1. Eu sou lésbica, 2. Isso faz minha mãe sofrer, 3. Eu não poderia consertar isso mesmo se eu quisesse.”

Me assumi aos 14, já cansei de escutar piadas, pessoas menosprezando-me, mas sempre botei na cabeça (e minha mãe não me deixar esquecer) que foi eu quem escolhi esse caminho, se realmente sou assim tenho que enfrentar de frente, de cara, peito aberto e com coragem. Mas diferente de você, quando me assumi achava que deveria ser masculina, pois namorava uma menina que era meio masculina, e aquilo foi influencia pra minha cabeça, e porque sempre gostei de me vestir de menino quando menor, mas com o passar do tempo vi que eu não precisava ser assim, e eu não iria mudar de sexualidade de fosse mais feminina, sou bastante feminina e sou lésbica… Tenho a melhor mãe do Mundo, pois me apoia em tudo, sendo que no inicio ia me levar pra ser “criada na roça”, maaas bati o pé, disse que não seria diferente e ela respeitou. O resto é resto!

Stephanie dos Santos disse:

Sua história só me lembra e reafirma que somos guerreiras, e que as dificuldades e o preconceito não nos diminuem, ao contrário nos fortalecem e encorajam. Porque, sabemos que o ato de ‘ser’ humano só existe quando respeitamos a nossa dignidade humana e aquilo que somos, independente do as outras pessoas digam.
E claro, sua mãe é minha esperança distante de que um dia a minha, compreenda e respeite, minha vida, minhas escolhas e minha felicidade.
Eu realmente gostaria de ter um pai compreensivo e amoroso como o seu! Quem sabe um dia eu não possa ouvir palavras parecidas…

Você é incrível! Parabéns por ter fibra e não duvidar de quem você realmente é!

Adriana disse:

Minha vontade agora é de te dar um abraço e dizer q vc é foda, garota!
Parabéns pelo caráter, pela coragem, pela determinação de ser feliz e verdadeira com vc mesma.
Quem segue firme sempre recebe o melhor, vc merece!!

maah disse:

linda historias concerteza muitas meninas se identificam,o preconceito é muito dificil de lidar e exemplos como o seu nós ajudam muito..me emocionei com essa historia . parabéns GUERREIRA! BJS

luciana disse:

Bom..lendo seu texto..penso que devo seguir em frente…contei para meu marido, agora ex marido que gosto de mulher e estou me separando. DETALHE..ele disse que me ajudará em tudo que precisar e realmente tem me ajudado ao contrário da minha mãe que nem sonha, e tem surtos porque vou me separar. Estamos juntos a 21 anos foi o unico homem da minha vida…aliás exatamente por ele ser especial fiquei com ele…mas conheci uma pessoa, uma mulher…A MINHA MULHER … e quero ficar com ela..embora isso meu ex nem imagine.
É isso …

val disse:

Adorei essa sua historia,sei q e muito complicado,tbm sou les,e sei como e dificil quando nossa familia nao aceita,bom passei por muitas coisas tbm,ate espulsa de casa eu fui,meu irmaõ nunca aceitou e fik botando coisas na cabeça da minha mae ate hoje.me apaixonei aos 15 anos e estou com essa pessoa ate hoje agora tenho 22 anos,mas esperei a hora certa de falar tudo…bom bjão e boa sorte.

Manu disse:

Véey, parabéns.. To seem palavras aqui.. Parabéns mesmo. Este texto me deu um pouco de coragem para tentar conversar com meus pais em relação a este essunto… PARABÉNS.. Soou sua fã.

Elisa disse:

Não tenho palavras para descrever o que senti quando li sobre a sua história. Eu tenho 14 anos hoje, e assim como você, não tenho dúvidas de quem sou desde pequena. Me identifiquei completamente, e mais do que isso, me surpreendi com a sua força, e coragem. Você ao mesmo tempo respeitou os seus pais, e se impôs perante eles, e com isso, demonstrou tamanha maturidade que muitas pessoas de 18,19 anos ainda não têm. Acredito que não só eu, como muitos outros que leram esse post, te consideram um exemplo. Pode ter certeza de que você alcançou os corações certos!

Vanessa disse:

Me sinto igual a vocÊ e tenho apenas 14 anos. é fd

Dani disse:

O dia que eu contar pra minha familia acho que eles vão dizer: eu já sabia rsrsrsrs exceto o meu irmão que é pastor, esse vai querer me exorcisar. To doida pra contar logo, faltam poucos meses, vou morar só e ai sim, vou abrir o jogo com todo mundo…

Dani disse:

sempre tenho a imprensão de que o preconceito é maior quando o estilo da menina é masculino. Minha irmã não sabe que eu sou les e vive comentando que não se importa que a menina seja les mas não gosta que se pareça com meninos. Aí eu penso: que diabos ela tem a ver com isso!

Mo Tsuki disse:

Minha mãe desconfiava que eu seria lésbica desde os 7 anos,mas só contei com 12 anos.

Resultado:Ela infartou,quase que levo a culpa,ainda bem que ela não morreu… rs

Manuela disse:

Foda! um exemplo de verdade. Me identifiquei muito com a sua história.

Bruna S. disse:

Nossa, acho que p fundar o sapatomica só com uma histora de força assim como a sua. Parabéns pelo exemplo de vida.Adorei o post

mikaaa disse:

puta cara … me deuu moo forrça … too mais aliviada agora ,…

Geisiane disse:

Cara ri horrores, adorei a história, super legal e ‘incentivadora’. Parabéns pela coragem e por seres quem tú és, guerreira!

Janaína disse:

que história linda,triste e feliz tudo junto e misturado..
parabéns!

carol- sua prima :) disse:

bii, orgulho de ser sua prima!

parabéns por todas as atitudes.

beijaoo

Daniela disse:

Parabéns pela coragem, Bianka! Tua história com certeza vai ajudar muitas meninas, que hoje estão sofrendo por serem como nós. Abraço

Mariana disse:

Passei por situações muito parecidas, quase chorei quando li sobre sua conversa com seu pai, pois comigo aconteceu exatamente a mesma coisa. Ainda sofremos muito, mas assim aprendemos a ser mais fortes, descobrimos em quem podemos confiar.

michelly disse:

SEJA FORTE SEMPRE TA

michelly disse:

SEJA FORTE SEMPRE TA QUE NAO TENHA MEDO DE NADA DEIXE OH MUND PENSA O Q QUISER ALIAS TDS TEM INVERJA DE VC PQ VC E LINHA TD DE BOM E SB O Q EH AMOR DE VERDADE E ELES NAO OKK

Bruna disse:

vc é um exemplo para muitas >.<

larissa disse:

Pelo seu relato pude perceber que tudo aconteceu muito cedo na sua vida.Acredito que a dificuldade maior tenha sido o fato de você, muito cedo, ter se posicionado em relação a sua sexualidade.A sociedade,a escola( que foi o seu caso) ainda não está preparada para essas revolução feminina.Revolução sim, pq nem nós é reservado o direito de ser lésbica.Pelo o que você relatou, foi agredida por seres do sexo masculino.Os homens têm dificuldade de aceitar que nossos objetos de desejo não sejam eles.
Eu,ao contrario de você,estou fazendo o caminho inverso aos 40 anos!Me preparando para sair
de um casamento heterossexual, para firmar a minha verdade.Apesar de não estar sendo fácil, me sinto aliviada e decidida do que quero para minha vida.ALÉM DOS MEUS DOIS MENINOS.Meus filhos que amo muito.
Teve uma coisa que chamou minha atenção no seu relato:Qual certeza que você tem que terá DUAS FILHAS? Rs

”Que nada nos defina.
Que nada nos sujeite.
Que a liberdade seja nossa própria substância!”

Simone de Beauvoir

joseane disse:

parabens vc foi muito corajosa em assumir ser hossexual aos 13 .uma coragem que não sei se tenho aos 20.

Hellem Cássia disse:

Eu também aos 32 ainda não tenho, e nem sei se vou ter !

Kimberly disse:

Que texto lindo! Realmente, eu passei por muita coisa que aí está escrito… é difícil mas não impossível! Ler relatos como esse me faz sentir feliz/aliviada/realizada pelo fato de saber que não fui a única a passar por tais acontecimentos… Quero parabenizar o site, está nos meus favoritos, é de praxe dar uma passadinha aqui todos os dias! Continuem assim, beijos.

Caroline disse:

Parabéns pela coragem de espor sua história.Eu tbm mi assumir aos 13anos,e olha q não foi nada facil.Hoje tenho 29anos.Minha 1namorada tinha 19anos e eu 13,por ela ser ja uma jovem adulta,minha mãe quando descobrio nos levou para a delegacia,alegando que minha namorada era aliciadora de menores. Enfim a história é muito longa rs. Mais uma vez parabéns e felicidades..

M. disse:

Você me encheu de orgulho. Fico feliz por estar tudo bem com você, comigo as coisas se encaminham da mesma forma. Parabéns.

BAH! IRMÃ COM TODO ORGULHO DA BIANKA disse:

Já havia lido uma parte desse texto, quando ele ainda era um escopo no bloco de notas. Lembro o quanto fiquei e fico ainda PUTA de saber que vc passou por tudo isso sem falar um *á* pra mim. Eu ainda na escola naquela época, TERIA MANDADO O MUNDO MATAR AQUELES FDP, ELES TRATARAM VC COMO HOMEM E EU TRATARIA ELES COMO MULHERZINHA. Juro que ainda gostaria de buscar esses caras até o inferno, mas, eu espero que agora vc tenha a plena certeza que pode contar com a sua família e que vc não precisa passar pelo mundo sozinha, pq família serve pra isso, é sua base, é o seu pilar aqui nesse lugar, nascemos sozinhos e morremos sozinhos sim, mas VIVEMOS JUNTOS. Te amo mais que tudo, e tenho muito orgulho de vc ser quem vc é, falo de vc com muito orgulho, não gostaria de ter uma irmã diferente, se eu pudesse voltar atrás pediria uma maninha EXATAMENTE assim. TE AMO e tenho certeza que a sua afilhada vai crescer com muito orgulho de vc tbm e será uma pessoa melhor pq crescerá entendendo que SOMOS TODOS IGUAIS….. s2

Daniela R. disse:

When I see your face
There’s not a thing that I would change
‘Cause you’re amazing
Just the way you are
And when you smile,
The whole world stops and stares for a while
‘Cause girl you’re amazing
Just the way you are..

Mariana disse:

Realmente não é fácil de achar alguém que se assumiu tão precocemente, mas apesar da barra toda que você passou isso ajudou a ser quem é hoje e realmente é isso que importa!
:)

Vani Martins disse:

Parabéns, Bianka!! Força e superação!! Vc é um exemplo a ser seguido!!

Vi muito da minha história em seu texto… Uma pena que não com um final feliz como o teu… Enfim…

Desejo tudo de melhor pra vc!! ^^

Léo, Puk disse:

Ahhh é noizzz maná!… Tamo junto sempre… Pena que eu ainda não era teu imão mais velho na época do colégio pra quebra aqueles peida na linguiça. =)
Continua essa guerreira que os seus pais criaram.
Te amo , e tamu tuguedi forevis!

SARAH disse:

UAL!
Tenho 22 anos, me assumi com 14. Já apanhei, ja corri dos carecas, já cuspiram na minha cara, já cuspiram na minha comida, já rasgaram minhas roupas, já cortaram meu cabelo, já expulsaram meus “demônios” rs, enfim… muitas coisas; e eu nunca contei a história de como eu me assumi ou do meu primeiro amor pra ngm (a menos que eu estivesse muito bebada e não me lembro), e agora me deu uma vontade incontrolável de fazer isso. É um momento muito importante para ser esquecido. Não sei se eu contaria para alguém assim do nada, então acho que vou escrever um texto e deixar no banco do metrô rsrs.
Obrigada por publicar seu texto, foi importante pra mim.

Penélope disse:

Posso confessar uma coisa? Há 3 anos atrás, li EXATAMENTE ESSE texto. Não lembro se foi no PL ou em algum outro blog (mas, continuo achando que foi no PL) e chorei ao ler. Quando entrei aqui agora pra ler o que o texto falava soltei um “caraca, não acredito que a tal Bianka que se assumiu aos 13 anos do texto que li há 3 anos atrás é a Decooy”. Pois é, é você. Fiquei perplexa com isso. Que incrível, cara!

Agora que sei quem é (afinal, na época vc não deixou nenhum meio de comunicação), admiro mais ainda. Já visitava o Sapatômica pra ler os textos e sempre me orgulhava do teu jeito de ser que é bem parecido com o meu e agora, vendo que é você, me orgulho ainda mais. Parabéns Bianka, Decooy, fancha, dyke, sapatão, lésbica… kkkk

Um bj de uma fã carioca :D

Maira disse:

olha sem comentários, apenas penso e tenho forças pra seguir em frente!! parabéns!

Maira disse:

olha sem comentários, apenas penso e tenho forças pra seguir em frente!! parabéns!

E. disse:

Sempre achei mas única vi necessidade de falar mas depois dessa é impossível não dizer, Bianka você é muito foda! (Desculpe-me mas não consigo expressar de outra forma). Te admiro muito guria! Sério, nunca perca essa sua garra!
Quando crescer quero ser igual a você sua linda kkk
Parabéns por ter chego onde chegou e muito sucesso em seu caminho.

Lika disse:

Uau, parabéns, é mais ou menos o que está acontecendo comigo. Tenho 14 anos, e não achava uma maneira de dizer ao meus pais, sempre me dei melhor com meninos, desde pequena jogo bola, sempre andei COM GAROTOS, NUNCA TIVE AMIGAS, sempre andei igual garoto, e tudo mais. Mas agora com 14 anos, não achava um jeito de me assumir para meus pais, e eles descobriram. Minha mãe ficou semanas sem falar comigo, me evitando , tudo bem eu entendo o lado dela, descobrir que tem uma filha de 14 anos lésbica, e também descobriu do meu irmão, que é gay. Ela passou dias chorando, e eu não gosto de ver minha mãe assim, só que tentava conversar com ela, e ela dizia :”Não estou pronta pra isso ” , então a respeitei e deixei sozinha. Eles ainda não aceitaram completamente, mais acredito que com o tempo irão aceitar. Pois está muito cedo pra eles, entenderem que tem uma filha de 14 anos lésbica. Sim, eu tenho 14 anos e sou lésbica, e me orgulho muito disso !
Gostei muito do texto, Parabéns, e acredito que irei me inspirar nele, para enfrentar as ocasiões que viram !

larissa disse:

E SEU IRMÃO TAMBÉM É GAY?quantos filhos sua mae tem?Procure entende-la, é overdose pra ela!

Carol disse:

Um exemplo de mulher- guerreira. Muita paz, querida.

Ana Luiza disse:

Primeiramente, parabéns pela força e coragem!
Eu li seu relato pela primeira vez no outro site LGBT, mas não imaginei que fosse você.
Eu também me assumi muito cedo, aos 11-12 anos, e sei que é difícil enfrentar todo o preconceito sem ter os pais ao lado.
Mas eu segui em frente e nunca deixei de ter orgulho do que sou!
Hoje tenho 17 anos e ainda tenho o preconceito dos meus pais. Mas meu pai respeita e aceita um pouco minha namorada. Já minha mãe nem isso…
Mas não vou deixar de ter orgulho do que sou, nunca!
Parabéns, Decooy!
Abraços.
Ana Luiza.

Rose Araujo disse:

“Eu gosto de quem facilita as coisas.De quem aponta caminhos ao invés de propor emboscadas.Eu sou feliz ao lado de pessoas que vivem sem CÓDIGOS,que estão disponíveis sem exigir que voce decifre nada.O que me faz feliz é leve,e mesmo que o tempo leve,continua dentro de mim.Eu quero andar de MÃOS DADAS com quem sabe que entrelaçar os dedos é mais do que um simples ato que mantem as mãos unidas.È uma forma de trocar ENERGIA.de dizer: VOCE NÂO SE ENGANOU, EU ESTOU AQUI.Porque por mais que os OBSTÀCULOS nos desafiem o que realmente permanece, costuma vir de quem não tem MEDO DE FICAR”…

Essa é vc…isso é pra vc…
O meu amor por vc é incondicional filha,eu sempre estarei do seu lado,passe o tempo que passar,aconteça o que acontecer,te respeito como és,na sua condição,isso não muda o meu amor por vc…Fique em paz!!!!! Beijo

Penélope disse:

Parabéns por ter ficado ao lado da Bianka como a minha mãe ficou ao meu lado logo após a época em que descobriu e ainda que sem forças, lutar a prol das duas. Tudo é recompensado.
Ver que a filha não mudou seus valores por ser lésbica, e que isso não é apenas rebeldia, é uma das coisas que muda a visão de um pai/mãe de que todo gay/lésbica é promíscuo e apenas “vive assim” (como muita gente diz) pra trazer problemas à sociedade.
Parabéns por ter passado por cima do sonho de toda mãe (que é ter uma filha hétero, casada com um homem, com filhos e feliz) e tê-la dado força pra continuar a vida.

Vani Martins disse:

A sra. me comoveu profundamente com esta declaração… Parabéns!! Gostaria muito que um dia minha mãe viesse a pensar assim… Depois de 12 anos assumida em casa, 31 de idade, ainda sofro as consequências de ter exposto minha condição…

Ci. F disse:

Linda!

Tháyh Sousa disse:

Nossa, esse foi um dos melhores textos do site que já li!
Também já passei por várias situações semelhantes e, com muito orgulho dizia, digo e sempre direi, sou lésbica sim senhor!!
Minha aceitação foi simples, a do meu pai também foi incrível( Ele disse: Eu e tua mãe ajudamos a criar essa tua personalidade forte e decidida e de lutadora, eu te amo assim, pois ainda é minha filha, mas toma cuidado!), já a da mina mãe foi … (Pois é,sem palavras).
Me assumi desde os, era quatorze ou quinze, por aí, hoje tenho 19 e minha mãe ainda não aceita, mas há algumas semanas ela vem respeitando por eu tê-la colocado contra a parede e foi mais ou menos a sua reação, eu disse:”Mãe, eu te amo, amo o eu pai e meu irmão, também sou lésbica e sim, amo minha namorada/noiva(pois éh, noiiva <3'). Então não quero perder a senhora e nem eles!!!
Aí sim, ela começou a respeitar!!
Amigos, sim. Aos montes… Pra falar mal, rir, criticar, menosprezar…
Amigos, sim, Aos poucos… Para serem honestos ''irmãos'' e companheiros.
a vida é difícil, mas é minha e farei o que bem entender dela. Sem que prejudique os hipócritas que tentam me prejudicar, sim… Ele terão o que merecem depois…
Amei o post… Espero ansiosamente pelo próximo!!

Aluísio disse:

sua historia é magnifica!!! com ctza vc deve ter mto orgulho de conta-la! vc é um exemplo de superação e como ser forte!
Parabens!

Bárbara disse:

lindo e emocionante seu texto
fiz questão de ler com atenção cada detalhe e me deu um nó na garganta no final. me vi em algumas poucas situações
assisti pela terceira vez o curta “Não gosto dos meninos” ontem e justamente está aqui vc relembrando desse projeto mais uma vez. parece surreal o fato de que as coisas realmente vão melhorar quando ainda se vê o mundo de dentro do armário
como queria tb ter essa coragem e me abrir, ser plenamente eu mesma
apenas minha mãe e alguns amigos sabem. e a incerteza de reação do meu pai é o que realmente me dá grande insegurança
é triste demais não poder ser quem vc realmente é
parabéns, bianka, pela sua coragem e garra nesses anos. te desejo sucesso nas coisas que for fazer, e amor, pq isso não podemos deixar de ter
beijo grande!

Juliana disse:

Eu estou passando por ” quase tudo ” nesse exato momento, principalmente pela fase da proibição.. agora eu só saio de casa se for com ela, quase tomou meu celular e internet tenho horários com ela perto! Mas acredito um dia isso passa.. ela vai me aceitar ou respeitar! Decoy adorei o texto, me tocou profundamente! Parabéns

Eli disse:

Nossa,sem palavras…qndo menos percebi já estava chorando lendo sua história,ainda me lembro daquela menininha de rabo de cavalo andando pra lá e pra cá no corredor do colégio,com a chaveirinho,a dani sempre meiga,educada,estudiosa mas com medo. Parabéns Bianka vc é uma pessoa muito especial!!! Te adoro,sucesso. Bjs

Pah disse:

Você é foda e eu falo isso prá vc todos os dias! Gosto muito!

Angélica de Paula disse:

Realmente o AMOR vence tudo!
Linda história, belo exemplo de força e amor próprio.
Parabéns Decooy!!!

BB de MAINHO disse:

frfhjjhnjkl;;”
[pkjhhtrrwwqvvbn mj5q

-> Quando ela crescer pede para ela te traduzir!

TE AMO

Chris disse:

Decoy vc é uma guerreira parabéns por sua coragem e força. Obrigado por compartilhar suas experiencias. Vc é como sempre digo uma menina linda e inteligentemente sensual. Sou sua fã! Bjos *-*

Renata disse:

Você me fez chorar! Já passei por quase tudo que vc citou, mas a pior coisa é quando a família descobre. Sou assumida há quase um ano, saí de casa e ainda não posso conversar com ninguém sobre minha namorada, na verdade nunca conversei com minha mãe ou minha vó que me criou a respeito disso tudo, mas espero que um dia eles entendam e aceitem q eu sou como sou e isso não vai mudar.
Parabéns Decooy

Augusto disse:

Impressionante a “precocidade” da sua escolha. O

mais legal é que eu parei numa parte e pensei

“…boring” igualzinho faria se fosse um

romancinho heterossexual. hahah

Infelizmente, homossexuais, negros e mulheres já

vem com histórias pra contar. Não precisa abrir

cotas, mas um mínimo de respeito sempre é bom.

Um filme que expressa muito bem a

homossexualidade é Tomboy, fala sobre Laure, uma

garotinha de 10 anos que, depois de mudar de

vizinhança, decide se vestir de menino, pra fazer

novas amizades. Durante uma dessas

‘socializações’, ela conhece uma menina. “Qual é

o seu nome?” “Michael. Meu nome é Michael”.

Um dos filmes mais lindos que eu já vi. Brokeback

Mountain, que nada.

Enfim, mesmo não sendo gay, adorei o blog.
Sorte e sucesso :)

Isabella disse:

Caramba, chorei.

Augusto disse:

Achei muito bom o texto. Fuçando o facebook alheio, encontrei esse blog. O nome é bem criativo. rs

Impressionante a “precocidade” da sua escolha. O mais legal é que eu parei numa parte e pensei “…boring” igualzinho faria se fosse um romancinho heterossexual. hahah

Infelizmente, homossexuais, negros e mulheres já vem com histórias pra contar. Não precisa abrir cotas, mas um mínimo de respeito sempre é bom.

Um filme que expressa muito bem a homossexualidade é Tomboy, fala sobre Laure, uma garotinha de 10 anos que, depois de mudar de vizinhança, decide se vestir de menino, pra fazer novas amizades. Durante uma dessas ‘socializações’, ela conhece uma menina. “Qual é o seu nome?” “Michael. Meu nome é Michael”.

Um dos filmes mais lindos que eu já vi. Brokeback Mountain, que nada.

Enfim, mesmo não sendo gay, adorei o blog.
Sorte e sucesso :)

Gabi disse:

Decooy, você me deixou sem palavras… Mó orgulho de você garota! =)