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Quando você é gay, nasce com anteninhas de vinil que detectam o perigo! 

Mas, infelizmente, tem gente que vem com o gaydar quebrado. Não adianta discutir, tentar fazer a pessoa enxergar os detalhes invisíveis que você facilmente identifica… ela não tem gaydar. Simples assim.

A garota que não tem gaydar não consegue identificar outra lésbica ou bissexual pelo olhar lançado na pixxxta, pela jeito de falar, pelo leve toque, por nada. Eu, por exemplo, nunca acerto com homens gays, mas com mulheres… identifico a milhas de distância! É só aparecer no mesmo bairro que apita e, dependendo, até explode e deixa meu gaydar em cacos no chão.

Já que eu tenho essa facilidade toda, tentei me colocar na posição de alguém que está saindo do armário agora e precisa encontrar as colegas na multidão. As dicas que vocês verão agora são bem clichê, meio generalizadas, mas são fáceis de perceber e vão te ajudar!

 

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1. O CLICHÊ AINDA FUNCIONA: Cabelo curto, unhas curtas, escuta AnaCarolina-CassiaEller-AdrianaCalcanhoto-PretaGil-DanielaMercury-ZéliaDuncan, toca tudo isso no violão, usa top, tem muitas tattoos, o estilo é mais alternativinho, senta de perna aberta, não usa nada de maquiagem, não se manifesta nos debates sobre bolsas, não sabe o nome do garoto mais bonito da sala, usa cueca em vez de calcinha, só tem mulher adicionada nas redes sociais, nunca aparece com um namorado, tem beleza de panicat mas dá fora nos caras, mesmo bonitos…

Até foge um pouco dos princípios do Sapatômica, mas as lésbicas clichês existem e ninguém pode negar. A garota atende a pelo menos três itens dessa lista ou mais (ou todos)? Pode apostar!

2. A INDIFERENÇA COM OS HOMENS: Lésbica não é aquela garota que vê um homem pelado na tv e diz “Que nojo”. Essa é a amiguinha que tá no armário ou que faz a linha puritana insegura. A lésbica não se manifesta, ela não esboça uma única expressão, nenhuma linha do rosto dela se move quando os glúteos malhados do galã global pulam na tv 734 polegadas de Led. Ela é toda tédios.

3.  AS MÃOS DELA TEM VIDA PRÓPRIA: Ela pode estar conversando com a amiga sobre gastronomia, sobre ciência, o jogo de futebol de ontem, os surtos da mãe, a faculdade, o dinheiro do taxi pra ir embora, a caipirinha que tá gostosa… tanto faz. O que importa é que as mãos dela encontrarão uma conversa muita íntima em algum universo paralelo que inclua a necessidade de encostar na amiga. Ela vai pegar no cotovelo dela pra começar um assunto, ela vai colocar a mão na perna dela pra fingir que está brincando com a costura do jeans, ela vai colocar a mão na cintura toda vez que passar por ela como se não existisse espaço o suficiente e essa fosse a forma de ela dizer “com licença”; se uma mexa do cabelo cair no rosto, ela vai arrumar.

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4. OS LUGARES FREQUENTADOS: Toda cidade tem o núcleo gay. Aquele lugar onde os bares, baladas, botecos, lojas, galerias e calçadas são completamente gays. Claro que tem heteros que frequentam baladas gays porque acham divertidas, etc. Mas existe um limite pra isso. Se ela SÓ frequenta ambientes gays… não dá pra enganar.

5. ELA FALA O DIALETO: Nós homossexuais temos gírias próprias. Se você ainda não conhece e não usa, ainda vai usar. Dizer coisas como: Ahaza, se joga, loosho, bee, egípcia, elza, aquenda, pajubá, picumã, brejo, biscoita, sapatonice, caminhão, dyke, sapatilha, passiva, ativa, relativa, rasha, boy/girl magia, boy/girl magia negra, cêjura, uma thurman, bapho, torta de climão; trocar “x” por “sh”; e por aí vai!

6. ELA DIZ “PESSOA”: Se você quer saber se a garota é do babado, mas ela não é assumida, provavelmente ela vai se referir às ex-namoradas ou peguetes como “pessoa” ou vai fugir do assunto dizendo que é complicado.

7. ELA É ‘CAVALHEIRA': Toda lésbica tem esse espírito cavalheiro de querer levar a bolsa, segurar o peso, dar lugar pra sentar, abrir a porta, andar no lado de fora da calçada, dar presente, elogiar, comentar que fulana cortou o cabelo e ficou bonito…

8. OS OLHOS DELA CIRCULANDO O AMBIENTE: Mulheres também ‘secam’ outras mulheres, só que de um jeito mais discreto. Repare em como ela se posiciona nos ambientes. Perceba se ela sentou na cadeira que fica de frente pra mesa da bonitinha no outro corredor ou se ela resolveu coçar a nuca virando o rosto pra esquerda bem depois que uma garota bonita passou do lado. Ela está numa sala, entra um cara pela porta e ela olha rapidamente ou nem levanta a cabeça, entra uma mulher logo em seguida e ela levanta e dá uma olhada da cabeça aos pés bem rápida. Ou ela senta bem de frente pra amiga gatxénha, conversando olho no olho, bem compenetrada. Mulheres heteros não ficam compenetradas nas amigas!

9. ELA RIU DA PIADINHA: Sabe ambiente coorporativo onde junta aquele monte de homens que fazem piadinhas bobas sobre mulheres? Não é machismo. Eles fazem isso. E sapatão também faz. Aí é que tá!! Se ela for do babado, vai entender a piada do cara e vai dar uma risadinha sem querer. Não é que mulher hetero não faça piadinha… é que não faz ESSE TIPO de piadinha.

10. ELA É BISSEXUAL: Esqueça todas essas dicas e espere ela dizer ou pergunte de uma vez. Bissexuais exigem um nível muito mais avançado de feeling e um gaydar extremamente aguçado.


+ BÔNUS STAGE:

Em último caso, faça uma piadinha de duplo sentido com o tema “dedos” e espere pela reação. Esse teste nunca falha! Haha

 

Como você identifica uma lésbica? Comente abaixo!

 

Written by Bianka Carbonieri
Autora do Sapatômica - 24 anos, taurina, mora em São Paulo. Workaholic assumida, ex-estudante de Relações Públicas, atual expert em Social Media. Ítalo-brasileira, é viciada em café e lasagna.