Programa “Na Moral”, da Globo, sobre Casamento Igualitário.

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Já começou errado por aí!

Casamento Gay é permitir que duas pessoas do mesmo sexo casem-se de papel passado e ponto final. Casamento Igualitário significa que esse papel passado deve garantir os mesmos direitos civis de um casamento entre pessoas do sexo oposto.

Se eu sou chata? Muito! Porque é levando numa boa uma expressão coloquial como essa que o nosso dia-a-dia continua tendo falhas “coloquiais”. Algumas pessoas aceitam balas de menta como troco, mas nenhum supermercado aceita balas de menta como pagamento pelos produtos. Pode ser um exemplo bobo, mas leis funcionam da mesma forma: se houver uma única vírgula fora de lugar, todo o resultado é alterado. Não gosto quando falam Casamento Gay, porque eu não quero meu casamento sendo tratado como uma exceção do código civil, eu quero meu casamento sendo tratado como qualquer um.

Infelizmente, nós LGBTTT ainda nos encontramos numa situação na qual precisamos ficar lutando para obtermos direitos que deveriam nos ser garantidos sem questionar. Eu não gosto da palavra “comunidade” porque não somos minoria, eu não gosto de ter que protestar pelo direito de incluir minha parceira no plano médico porque eu não me sinto diferente das outras pessoas que ficam doentes, eu não gosto de ter que ficar levantando bandeira homossexual por onde eu passo porque isso não deveria ser necessário. Eu não sou uma militante LGBTTT porque eu gosto ou porque eu quero, eu sou porque infelizmente a sociedade ainda não me permite tomar minhas próprias decisões. De que adianta eu me sentir igual se vivo num planeta regido por leis e códigos que me excluem em várias cláusulas? De que adianta eu me sentir um cidadão igual todos os outros se em muitas situações minha família não é aceita? De que adianta eu me sentir e EU SER se as constituições não me resguardam?

Eu não luto pelos direitos LGBTTT porque eu quero, eu luto porque preciso! Porque se eu não lutar, eu não posso casar. Porque se eu não lutar, eu não posso decidir pela minha parceira numa necessidade de cirurgia de emergência. Porque se eu não lutar, eu vou apanhar na rua e não vou poder denunciar pelo real motivo. Porque se eu não lutar, eu não vou poder ter filhos e construir uma família. Porque se eu não lutar, eu não posso doar sangue para salvar pessoas que precisam, mesmo sendo compatível.

Agora você me pergunta por que eu disse tudo isso.

Eu disse tudo isso porque liguei minha televisão dias atrás para assistir o que deveria ser uma ação inédita da rede Globo de tentar passar uma mensagem de igualdade. E o que eu vi? Eu vi a mais poderosa distribuidora de informações desse país dizer que minha vida é perfeita, que tudo está bem, que todos os meus direitos estão garantidos e que eu estou reclamando de barriga cheia. Eu vi uma falsa satisfação disfarçada de “nós aceitamos o casamento entre gays”.


Fizeram uma simulação ao vivo de um casamento gay, todos felizes, o casal lésbico comemorando feliz, tudo lindo. Agora milhões de pessoas que não vivem os problemas cotidianos de um gay e assistiam ao programa naquele momento pensam que nós podemos mesmo nos casar. Não podemos!!! O Casamento Civil Igualitário não está aprovado, nós não podemos nos casar. O que podemos, no momento, é assinar uma união estável que não nos garante nem metade dos direitos necessários para uma vida conjugal completamente respaldada pela lei. Fora que depende da boa vontade de um juiz em autorizar a união após meses de muitos documentos, muita avaliação e burocracia.


A produção do programa levou uma criança, uma menina criada por um casal gay, e o apresentador Pedro Bial questionou sobre como era a reação dos colegas de escola dela quanto a ter dois pais. A garotinha respondeu “É legal! Meus amigos dizem que também queriam ter dois pais”. Eu não estou dizendo que a criança mentiu, estou dizendo que mais uma vez milhões de pessoas que não vivem os problemas cotidianos de uma família gay e assistiam ao programa naquele momento pensam que todas as escolas do Brasil estão super preparadas para lidar com situações como essa.
A verdade é que raramente encontramos um profissional de educação cem por cento preparado para lidar com casos de homofobia no ambiente de ensino – ou pelo menos que estejam dispostos a ajudar caso ocorra. A verdade é que todos os dias crianças criadas por pais homossexuais sofrem de bullying homofóbico nas escolas, todos os dias crianças e adolescentes que se descobrem ou se assumem homossexuais/bissexuais/transsexuais em suas escolas sofrem bullying homofóbico. E sabe o que é pior? Muitas das vezes os casos de homofobia ocorrem por parte dos próprios funcionários das escolas. E quando ocorrem por parte dos alunos, na maioria das vezes não é tomada nenhuma atitude por parte da administração para resolver. Eu posso dizer de boca cheia que acontece porque aconteceu comigo! Agora, claro que existem casos em que tudo corre bem mas, a partir do momento que é a menor porcentagem, colocar uma criança para falar ao vivo para milhões de pessoas que está tudo bem é o mesmo que gritar que o governo não precisa investir em educação anti-homofobia. Está errado!!! Precisa e é urgente!!!


Agora uma opinião bem pessoal e que eu tenho certeza que muitas não vão concordar e vão passar a me odiar, mas eu preciso falar. Partindo do fato de que sofremos desde sempre com o estereótipo de que lésbicas são mulheres feias que não conseguiram homens e de que toda lésbica tem “trejeitos masculinos”, bem que o casting da maior emissora do país poderia ter se esforçado um pouquinho pra colocar um casal lésbico que fugisse disso, certo? Pode até ser que exista um certo teor negativo nessa minha sugestão, mas eu gostaria que tivessem chamado um casal de lésbicas que se encaixassem um pouco no padrão de beleza da sociedade e que fossem super femininas (de maquiagem, salto, vestido, etc). Não é por julgar a aparência física das participantes, mas é que eu estou tão cansada de ver gente falando que lésbica é “feia machona” que, só pra variar, eu queria esfregar na cara de todo mundo a quantidade de lésbicas ‘capa de revista’ que existem, só pra ver se param com esses comentários, porque ‘capa de revista’ e ‘padrão feio’ existe em todos os lugares e independe de orientação sexual. Aparência física independe de orientação sexual. Não dá pra generalizar! Parece uma sugestão superficial? Eu te garanto que não é. Tudo isso tem influência em níveis diferentes: desde o comentário de um agressor na rua até a expulsão de uma menina de casa porque a mãe diz “eu criei uma menina e não um menino”, ou até uma vaga de emprego negada porque a empresa acha que o menino gay vai “falar fino” no telefone com os clientes.

 

Logo depois que o programa terminou, minha mãe entrou no meu quarto elogiando a rede Globo e dizendo: Viu só? Viu como eles apoiam?

Foi necessária uma longa conversa com a minha mãe pra que ela compreendesse porque eu estava com uma tromba do tamanho do mundo na cara e esbravejando contra o programa. Eu comecei dizendo: “Mãe, aproveita esse momento porque não é toda família que tem um homossexual em casa pra explicar agora porque esse programa foi péssimo”. Por ter acompanhado muitos dos preconceitos e problemas que eu vivenciei por ser homossexual assumida, minha mãe conseguiu compreender alguns pontos, mas mesmo assim disse que eu deveria ter ficado feliz pela tentativa deles de fazer algo positivo.

O problema é que a sensação que eu tive assistindo esse programa foi exatamente contrária. Eu não conseguia entender se eles tentaram fazer algo bom e trazer mídia positiva para as causas LGBTTT ou se eles tentaram travestir de apoio o que na verdade era um “Shhhiu, gays! Fiquem quietinhos!”

O que eu vi no programa Na Moral foi uma chuva de mentiras. Foi a tentativa de mostrar pra toda uma sociedade que na verdade o ‘mundo gay’ é mesmo colorido, que é só alegria, só felicidade, que está tudo certo, que todo mundo está bem, a gente já tem tudo que precisa, não existe preconceito, estamos reclamando de barriga cheia e a vida é linda, um céu de brigadeiro com núvens de algodão. Cada bloco do programa me fazia repetir “Não é assim” e cada vez mais eu me percebi envolta pela preocupação: O que o Brasil vai pensar agora? O que o fulano que faz parte de uma classe social mais baixa e que tem menos acesso a informação vai pensar agora? O que a beltrana um pouco mais preguiçosa que não procura saber dos acontecimentos políticos vai pensar? O que os pais do menino que apanhou ontem na escola por usar uma calça jeans mais apertada vão pensar? O que os pais da menina que sofreu violência sexual, ‘estupro corretivo’ de um vizinho, vão pensar?

Meu medo é que, a partir do momento que a atual maior influenciadora da mídia joga na cara do povo brasileiro que tudo está bem, esse mesmo povo feche os olhos para os reais problemas. Que esse fulano pense que eu posso mesmo casar, que essa beltrana pense que Parada Gay é só micareta mesmo, que o pai desse menino ache que ele está mentindo quando contar que foi espancado, que os pais dessa menina não desconfiem quando ela chorar ao ver o vizinho se aproximar. Eu tenho medo que, enquanto eu estou aqui sentindo medo, todo mundo ache que é frescura minha, frescura de todos nós.

O programa Na Moral sobre Casamento Igualitário apresentado pela rede Globo pode ter sido algo bom, mas também pode ter sido um terrível vírus lançado no ar. E eu tenho medo. E enquanto eu temer pelo futuro, eu não vou parar de gritar.

 

 


Bianka Carbonieri

Fundadora do Sapatômica - Tem 23 anos, mora em São Paulo e é mais conhecida por aí como "decooy". Workaholic, louca por Social Media, estudante de Relações Públicas, italiana, taurina, viciada em café e lasagna!

30 Comments

  1. 13 de agosto de 2012

    Adorei, e realmente eles deram a entender que ser gay é simples, todos os dias temos que lutar para garantir nossa igualdade na sociedade e isso não é fácil.
    Gostei muito do seu testo :D

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  2. 13 de agosto de 2012

    Não assisti o programa, mas nossa~ falou tudo D: Muito bom, parabéns ♥

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  3. Patricia
    13 de agosto de 2012

    Caramba….ainda bem q ñ assisto a globo, mas essa maldita emissora tem o poder de influenciar milhões de pessoas, e espero q dessa vez seja diferente….esse seu post foi mto preocupante, da p/ sentir medo agora….é foda, emissora maldita…..espero q DEUS de discernimento as pessoas p/ q elas aprendam por elas mesmas, e sem influencia de nada, q respeito é bom e todos merecem, pq quando morremos, nossos corpos vão todos p/ o mesmo buraco, s/ exceção ….. e q esses filhos da puta desses políticos de merda, q ñ só nos vejam igualmente nos tempos de eleição, mas nos vejam durante todo o ano…

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  4. Leticia
    13 de agosto de 2012

    Texto simplesmente perfeito!

    Responder
  5. Raphael Puglia
    13 de agosto de 2012

    PQP, BIANKA!

    Ce demorou, mas rasgou o verbo MESMO. Eu gostaria muito que o Bial e a direcao do programa dele se questionassem e colocassem a mao na consciencia pra perceber que o resultado do programa nao foi positivo. Pelo contrario. E, “na moral”, acho que deveriam se retratar publicamente com um novo programa falando sobre o tema e focando em HOMOFOBIA.

    Comentario corrido que tem a intencao principal de te agradecer por voce fazer questao de levantar a bandeira e a voz e chamar a atencao pra isso que heteros enxergam como um detalhe social (isso, quando enxergam), mas que pra nos homossexuais eh questao de ordem/ponto proncipal pra ter uma vida mais justa.

    grande beijo

    Responder
    • decooy
      13 de agosto de 2012

      Arrasou, Rapha! Concordo com a ideia de um novo programa que fale sobre homofobia, focando na problemática, sem ficar jogando a poeira pra debaixo do tapete (que foi o que eles fizeram).
      Inclusive, estou enviando esse texto para alguns contatos dentro da Globo pra ver recebo pelo menos alguma posição da produção em relação a tudo isso.

      Obrigada por ler ;D …beijo

      Responder
  6. 13 de agosto de 2012

    Texto excelente! E o pior, eu vi o programa e achei-o muito bom, não parei pra pensar nas coisas que você falou… Realmente o programa deu a entender que o mundo gay tá com tudo, que tudo é lindo. Até o meu marido que é preconceituoso pra caramba falou: “Nossa, tá vendo como a Globo tá? Fica apoiando casamento gay, é por quê tem gay lá dentro” E eu não parei pra pensar nos absurdos… E olha que eu milito na causa heim… Levanto a bandeira, vou a passeatas… Ainda bem que tem pessoas como você pra nos esclarecer…

    Responder
    • decooy
      13 de agosto de 2012

      Sempre às ordens, Celia! É pra isso que o Sapatômica existe… pra mostrar que pode se divertir, sim, mas sem esquecer das questões sérias.
      Obrigada por estar na luta com a gente também!

      Responder
  7. Camila
    13 de agosto de 2012

    Ai, super concordei! Legal elas terem conseguido os direitos, casarem, blá blá blá… Mas não dava pra ser um casal feminino não, ô Rede Globo? Era só ligar aqui pra casa!

    Responder
  8. 13 de agosto de 2012

    Genial,sem demagogia barata e objetivo, você mostrou de uma maneira clara e explicita o “teatro” que o programa criou para transpassar de uma forma totalmente distorcida a realidade…quem tem o minimo de bom senso pode conferir tamanha insensatez que foi o programa,esse mundo colorido e perfeito que eles passaram não condiz com a real situação,convivemos diariamente com o preconceito,a ignorância,a falta de respeito de muitos que subjugam…entretanto cabe a nós irmos quebrando esses paradigmas mostrando a sociedade que sim temos voz,conhecimento e não é a opção sexual que nos torna melhores ou piores que ninguém!

    Responder
  9. 13 de agosto de 2012

    Não me contive em comentar sobre sua visão em relação não só ao programa, que realmente foi de grande expectativa para gays e lésbicas que entendem a real situação e querem fazer algo para que ela seja de fato como dizem, mas também sobre o seu ponto de vista sobre outras vertentes desse assunto. Eu concordo da maneira mais uniforme possível contigo, e me sinto extremamente satisfeita de ter certeza que existem lésbicas bem informadas, ativas e com visão crítica sobre a sociedade e sobre a nossa participação nela.
    Admiro cada palavra desse texto.

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  10. Adriana
    13 de agosto de 2012

    Excelente texto! Nos fez questionar várias coisas sobre o programa e que muitas vezes não percebemos na falsa ilusão de que isso é uma abertura para os homessexuais na TV. Queremos espaço, mas pra falar de forma coerente e correta, não iludir a muitos que muitas vezes acreditam por não ter conhecimento suficiente.
    Visão crítica perfeita e relatada de forma muito elegante, inclusive citando exemplos do nosso dia a dia.
    Parabéns!

    Responder
  11. Tyka
    13 de agosto de 2012

    Também gostei muito do texto!
    Num primeiro momento, me decepcionei com o programa porque achei a proposta fraca e superficial. Mas só agora me atentei a esses problemas que você observou muito bem e que a emissora deve ter abordado estrategicamente
    (“Shhhiu, gays!”)
    Até achei legal o programa querer abordar o “lado bom” do homossexualismo, e não apenas falar em homofobia ( o que a certo ponto chega a ser desgastante), mas também não precisa transformar tudo em conto de fadas…
    Hipocrisia, a gente vê por aqui ¬¬

    Responder
  12. Milla
    13 de agosto de 2012

    Olá decooy.
    Sabe eu concordo com o que voce escreveu mas, umas das partes que mais me chamou a atenção foi a parte dos esteriótipos, eu tambem não tenho nada contra a variedade de mulheres homossexuais, e o cotidiano tende a querer dizer que as lesbicas, são sempre mulheres masculinas e que não tem marido, digo isso porque moro numa cidade de pequena pra media, e indo agora para o lado familiar, minha mae conhece poucas mulheres lesbicas, sapatao, e as unicas que ela conhece são mais masculinizadas, então ela tem um pensamento muito, mas muito, muito homófomico, e eu tambem naõ tenho coragem de contar pra ela que sou homossexual, e tenho que aguentar quando minha mae e meu pai falando coisas absurdas sobre homossexuais, alem de eu não pode falar nada ainda preciso fingir que não ligo p que eles dizem, nossa se eu pudesse teria milhoes de coisas para dizer mas, ainda dependo deles. Obrigada Sapatomica, dedilhadas, o falecido brejo entre outros. Voces me dao muita força e com certeza pra muita gente, para não parar de lutar.

    Responder
  13. Tina
    13 de agosto de 2012

    Gostaria de falar um pouco sobre a educação, pois vivencio isso no meu meio escolar(Formação de professores).. e gostaria também de parabenizar a deccoy, que cada vez mais me deixa surpresa e super feliz com seus posts.rsrs Mas então..
    O problema é que em escola de formação de professores ou em cursos de Licenciatura,não são fornecidos os conhecimentos adequados aos futuros educadores para que trabalhem em aula o tema “homofobia”. E até a homossexualidade em um contexto mais amplo. Por curiosidade, pesquisas, muitas leituras e experiências próprias, consigo explicar alguns dos trechos mais importantes sobre esses temas com meus alunos. Trabalho o respeito, a moralidade e criticidade deles, pois se todo professor fizesse isso teríamos mais pessoas conscientes no nosso país. E por falar em país, devemos “aplaudir”, chorar, gritar, espernear mesmoo!! pq se ninguém se sente ofendido com a falta de escrupúlos dessa tal Dilma aí.. Desculpee minha amiga.. mas a educação está realmente esquecida e precisamos correr contra o tempo. E sem educação não dá!

    O texto está bombástico!! Parabéns mesmo!! Beijoos..

    Responder
  14. Ana Clara
    14 de agosto de 2012

    Gostei muito de suas colocações. Na verdade, o império hegemônico Rede Globo, quer ser “democrático” segundo a ditadura dele. A reação da minha mãe foi muito parecida, e a frase que ele disse que mais me chocou é: “o mundo não é gay, vocês são uma minoria barulhenta, mas uma minoria”. Será que somos tão “Minoria” assim?? É para se pensar mesmo… sobre os favores que um “mundo hétero” (homofóbico), acha que faz por nós. Parabéns pelas colocações!

    Responder
  15. Amanda
    14 de agosto de 2012

    Não gostei da parte q vc diz q deveria ser um casal de lésbicas mais femininas, eu sinto um certo preconceito no meio GLBT em relação a pessoas transgêneras, homens q se sentem mulher e mulheres q se sentem homem.
    Talvez vivemos realidades diferentes, pois conheço mulheres q se vestem como homens pq se identificam como tals e são lindas.. e não feias como muitas comentaram aqui.
    E concordo na parte q vc diz q o falso do Bial quis dizer indiretamente: eii gays, vcs estão reclamando do q?? olhem como existem pessoas como vcs, felizes …
    Não gosto dele acho q ele influencia pessoas sem personalidade e opinião própria.

    Responder
  16. Renata
    14 de agosto de 2012

    Concordo plenamente!!!

    Responder
  17. SARAH
    14 de agosto de 2012

    Minha vontade era dar uma volta com o Bial no ABC, levar ele pra buscar minha irmã na escola e ver o q os amiguinhos e os pais dos amiguinhos acham de ela ter uma irmã lésbica, levar ele até o hospital que não deixou eu entrar no quarto quando minha namorada estava internada, ou até mesmo ir comprar pão cmg na padaria.
    Entendi da mesma forma que você Bianka. Todo o programa envolto em sorrisos e abraços dizendo “Vcs querem casar? Vem aqui! Fazemos um casamento falso. “Vcs querem seus filhos aceitos nas escolas? “Olha só.. eles são aceitos!” “Temos travestis fazendo palhaçada na TV!” Os gays são aceitos! Já conseguiram tudo o q queriam agora saiam e aceitem apanhar na rua sem chorar pq a culpa não é nossa se tem gente que não aceita.
    PUTAKIPARIU! Não assisti ao programa até o fim pq não tive paciência.
    Arrebentou no texto.
    Parabéns!

    Responder
  18. Gisele
    14 de agosto de 2012

    Olá Sapatomicas.
    Decooy, em primeiro lugar quero parabenizá-la pelo excelente texto.
    Quanto a questão #2, as coisas não são tão simples assim! Sou mãe de uma menina de 6 anos e sou bofinha. Sabe o que já pergutaram pra minha filha quanto a mim?
    Aquele ali é seu pai? Seu tio? Seu irmão?
    Porque minha mãe tem cabelo grande e a sua cabelo curto?
    Porque sua mãe se veste como um homem?
    Certo dia minha filha me fez essas perguntas (fora tantas outras), porque as amiguinhas dela pergutaram pra ela o porque disso tudo.
    É dificil tentar explicar para uma criança de 6 anos de idade as coisas de forma que ela entenda perfeitamente. É práticamente impossivel torná-la imune as piadinhas na escola, na rua.
    Explico para minha filha que independente de qualquer coisa, o importante é ser e fazer aqulo que a deixa feliz, sem fazer mal a ninguém. E no fim de uma dessas nossas conversas ela me disse, MÃE EU TE AMO MESMO VC USANDO CUECA!
    Decooy, sapatomicas…. Não tem nada mais gratificante que isso! E estou na luta por um mundo melhor pra todos!

    Bjssssss

    Responder
  19. Litza
    14 de agosto de 2012

    Ei Bianka Recentemente 2 meninas aqui dá minha cidade conseguiram o direito de se casar, até saiu no jornal local…se quiserem posso entrar em contato com elas p/ q elas falem sobre! adorei o tema. segue o video http://globotv.globo.com/tv-gazeta-es/estv-1a-edicao/v/primeiro-casamento-gay-do-espirito-santo-acontece-em-agosto-no-noroeste-do-es/2081438/

    Responder
  20. Jah
    14 de agosto de 2012

    Pra provar que não tá tudo bem MESMO tô compartilhando o link de uma mobilização que aconteceu a poucos dias aqui em São Luís do MA, triste ver estudantes Universitários cheios não de opiniões (todos temos direito de tê-las) mas sim de muito preconceito!O BEJAÇO foi notícia em diversos jornais , esse é um link mais completo, com a reação de algumas pessoas após a divulgação. http://www.entrenos.info/2012/08/estudantes-da-ufma-fazem-beijaco-contra.html?spref=fb

    Responder
    • Jah
      14 de agosto de 2012

      Ass : Jarlene Nina

      Responder
  21. Cristiane
    14 de agosto de 2012

    Decooy,

    Concordo pelnamente com voce, seu texto foi otimo…o programa fez tudo parecer realmente colorido, mas nós sabemos que infelizmente muitas vezes é mais cinza do que isso…

    Só pra constar, lembro que o Luis Andre e o Sergio, de Jacarei, interior de Sao Paulo, casaram-se no civil com autorização judicial, inclusive já estão de posse da certidão de casamento…mas foi uma batalha judicial…

    Portanto, de fato, o casamento entre pessoas do mesmo sexo não existe…foi necessário um Juiz do interior de SP ter peito para permitir que se realizasse…e olha que ainda com possibilidade de anulação em instância superior…lamentável!

    Segue o link, mas tenho certeza que voce, bem informada que é, já conhecia o caso..por isso repito: voce esta certissima em tudo que disse…

    abraços,

    Cris

    http://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2011/06/28/cabeleireiro-e-comerciante-gays-casam-se-no-civil-em-jacarei-sp.htm

    Responder
  22. claudia
    16 de agosto de 2012

    Muito boa sua postagem, parabéns!
    Assisti esse programinha e não gostei da forma como foi mostrado a nossa vida LGBT… já não gostava das matérias apresentadas pela globo, pq ela sempre acaba do lado dos mais poderosos ou de quem lhe convém.. e agora só ganhei motivos pra me afastar mais dela.

    Responder
  23. Laisa B
    16 de agosto de 2012

    Ponto pra vc!
    O pior eh que muitas vezes ficamos contentes com “migalhas” de atençao ou por mais um esteriotipo na novela…
    Ja deu, neh?

    Abç!

    Responder
  24. Dani
    16 de agosto de 2012

    Sei que pode estar um pouco tarde pra comentar um assunto “antigo”, mas vamos lá. Bem, realmente o texto está detalhado e explicado para as pessoas que não tem a real noção do poder da mídia na sociedade, gostei muito. Porém, preciso deixar claro aqui que existem mais coisas ainda envolvidas. Sou estudante de jornalismo e conheço bem as falcatruas e máscaras que as emissoras em geral se utilizam para “abordar” sobre assuntos polêmicos. A rede Globo, em especial, é bem conservadora e rígida, pois como mantém -infelizmente- até hoje o monopólio do Ibop ela faz abordagens muito, mas muito superficiais por medo mesmo de perder os telespectadores. Claro que não podemos ser ingênuos pensando que seja apenas por este motivo, tem muito mais como já disse anteriormente. Uma coisa que ficou explícito pra mim é que a rede Globo está querendo simpatizantes ou mesmo agradar os gays, pois ela sabe que estamos crescendo cada vez mais, nos tornando mais fortes, apesar de todos os problemas que temos e somos um público forte de sua grade televisiva, enfim, querendo ou não, não são todos nós que diriamente temos informação e acesso a fontes de notícias seguras que nos digam: “este tá ludibriando, esse não” não é mesmo? E por isso mesmo muitos não entendem e acham bonito, pois chegar passar na tv um programa inteiro sobre isso já é uma vitória, assim como a mãe da autora pensou e muitos outros também, não é mesmo? Bom, estou totalmente de acordo e morrendo de medo, assim como a autora, pois o programa “Na moral” reforçou mais ainda a minha antiga opinião em relação a emissora. Opinião que anteriormente eu tinha concebido, após assistir o programa “Amor e Sexo” e ver a maneira como foi abordada e tratada o relacionamento homoafetivo, ficou claro pra mim o papel que a Globo está querendo submeter, na verdade eles estão dando o programa com o tema do homossexualismo, só que na abordagem- no sentido falado, as palavras- remetem a todo momento ao “não aceito, mas engulo vocês”. Fiquei perplexa ao ver que apresentadora (Fernanda Lima) dava a entender que somos errados, mas que mesmo assim sociedade deve nos “respeitar”, e pra ser honesta nem sei se respeitar seja a palavra mais correta para a interpretação da mensagem que ela queria transmitir. Outro ponto que vi foi que o sexo pra ser bom realmente, tem que ser o héterossexual. Sim, é muito ridículo tudo isso. É inacreditável, melhor, inaceitável a maneira como somos apresentados a sociedade. Sou homossexual e me senti muito impossibilitada e angustiada em relação a nossa imagem, pois as emissoras só reforçam na mente da sociedade que somos um grande estereótipo. O que digo a todos é, prestem bastante atenção nos assuntos abordados, nem tudo que parece inofensivo é realmente, os detalhes são primordiais e, o mais importante, questionem o que vêem, isso é fundamental, aceitar tudo o que você vê na tv é burrice.

    Responder
  25. Aninha
    19 de agosto de 2012

    Eras Bianka, por isso q eu sua sua fã! cara, vc disse td e mais um pouco do q eu pensei vendo o lixo q foi essa reportagem. Eu quis muito desligar a tv, mas me segurei e disse “deixa eu ver onde essa porcaria vai dar”. Então vi td. Pintaram nosso mundo uma maravilha mesmo e quase disseram que homofobia não existe. Seria legal enviar uma “contra-reportagem”, simulando um casal gay amanhã tentando casar num cartório e mostar tudo oq eles iriam ouvir. Ir à uma escola e perguntar pra qualquer aluno oq ele acharia de ter dois pais ou duas mães… eu DUVIDO, que as respostas encontradas comprovariam oq foi mostrado no programa. No meu dia-a-dia, ando de mãos dadas com minha namorada porque aproveito cada momento do lado dela e quero que as pessoas se acostumem com isso. E as pessoas nos olham feio. Mas me pergunte se eu não tenho medo desses olhares virarem agressão? Me diga que minha vida é linda e tranquila? Pergunte se não fico tensa procurando skinheads ou qualquer coisa que possa nos ameaçar? Concordo com vc. Devemos gritar sim e gritar bem alto, pq não está tudo bem. Enquanto não tivermos os nossos direitos sem precisar pedir, sem precisar brigar por eles, não vai estar td bem…

    Responder
  26. 21 de agosto de 2012

    olá, sei que já faz um tempo do post mas achei interessante comentar mesmo assim, acho ridiculo tudo quem vemos sobre os homossexuais na televisão, por que sempre se ve um gay super engraçado e uma lesbica “faz tudo”, concordo com tudo o que você falou apesar de não ter visto o programa, pois meu tempo vale ouro e não gasto com tv, acredito que eles estão fazendo com os homossexuais o que fazem com os negros, “a vamos colocar um pouquinho para não dizer que não os consideramos, todo vez que vejo ser retratado o assunto em qualque programa vejo a diferença da vida real nua e crua que levamos, um programa chegou próximo foi o profissão reporter, mas esse que foi interessante não tem a visibilidade de um programa de Pedro Bial, é preciso ter muito cuidado com o que vemos para reconhecer o que realmente é bom, não quero mais balas como troco!

    Responder

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