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Esse é o primeiro post de uma nova série chamada “O Que Elas Pensam Sobre…”. Essa série é inspirada nos posts do blog de moda da Lia Camargo, o Just Lia, nos quais ela aborda a opinião de homens diferentes sobre coisas, comportamentos e características diversas relacionadas a mulheres.

E é exatamente o que vamos fazer aqui! A cada quinze dias um novo post abordando um assunto será avaliado por uma banca de 3 juradas e 1 jurado!

A LÉSBICA: Angélica Morango (Jornalista, Dj, Locutora da Transamérica, Ex-BBB e Tuiteira)
A BISSEXUAL: Nany Mata (Autora do blog de fofoca sobre reality shows Cartas Para Pi)
A HETERO: Thatu Nunes (Autora do blog sobre relacionamentos Manual Das Encalhadas)
O HETERO: Mercado (O futuro autor de todas as opiniões masculinas do Sapatômica)

As juradas e jurado darão sua opinião pessoal sobre os mais diferentes perrengues que assolam esse universo feminino gay em poucas linhas. E vocês também DEVEM comentar suas opiniões ao final de cada post. Vamos começar?

 

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Já quero começar polemizando! Dias atrás eu estava no meu twitter e acabei publicando a seguinte observação:

Como vocês podem ver, esse tweet rendeu uma boa discussão, todas a favor. Daí me veio a curiosidade de entender por que as pessoas ainda usam esse tipo de classificação no ‘universo’ gay. Eu não vejo homens e mulheres heterossexuais dizendo que no sexo o homem é o ativo e a mulher é a passiva. Eles fazem sexo e pronto!

Entre os homens gays isso costuma ser uma definição prática para o sexo: quem dá é passivo, quem come é ativo. Mas, ao longo das minhas experiências na vida, fui notando que com lésbicas isso envolve outras atitudes. Acabamos tendo duas definições pra cada lado:

 

• A Ativa = Aquela que usa roupas com um toque mais de moda masculina, geralmente tem cabelo curto, blablabla, o clichê (típica Shane, The L Word). Ou aquela que, mesmo usando salto e vestido, manda e desmanda nos relacionamentos, paga as contas, abre a porta do carro e só falta se apresentar como “o marido” (típica Bette, The L Word).

• A Passiva = Aquela que usa roupas de moda bem delicada, salto, vestido, maquiagem, cabelos compridos, blablabla, o outro clichê (típica Carmem, The L Word). Ou aquela que, mesmo podendo se encaixar na descrição Shane, se permite ser levada, deixa a outra pagar as contas, segurar a bolsa, etc.

 

E, na minha opinião, isso acaba trazendo de volta todo um conservadorismo de “macho alfa” e “fêmea submissa”, ou da pregação da sociedade de que num relacionamento sempre alguém tem que ser “a mulherzinha”. Já conheci gente que chega no nível de ser TÃO ATIVA que nem tira a calcinha na hora do sexo e gente TÃO PASSIVA que só sabe o que é oral na teoria. Acho que acaba se perdendo um pouco a liberdade que a gente deveria aproveitar de escolher quando queremos receber e quando queremos dar. Eu, por exemplo, sou totalmente relativa. Tem dia que eu quero tomar atitude pra tudo, abrir e fechar e chamar de gaveta, e n’outros dias prefiro me jogar na cama e falar “usa e abusa”. Somos todas mulheres, não existe “masculino” numa relação lésbica, então fico meio confusa com essas classificações.

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E ai, meninas e menino? O que vocês acham sobre essa coisa de ser Ativa ou Passiva? É válida? Atrapalha ou não?

 

ANGÉLICA MORANGO (@angelicamorango):

“Hahaha olha a polêmica aí, gente!! Não dá pra negar a existência de estereótipos entre as meninas que amam meninas. Existem as ladies, as bofinhos, as rockers, as skatistas, as descoladas, as esportivas… E gente que adota um look descolado num dia, lady no outro – prazer, eu. Vestir-se é uma forma de se comunicar. A minha roupa e minhas atitudes traduzem meu estado de espírito. Tem dias em que eu estou muuuuito a fim de me deixar levar, tem dias que estou mais a fim de dominar na cama. Enfim. ;P”

 

NANY MATA (@nanymata):

“De fato, quando eu só ficava com meninos, ninguém me perguntava sobre ser ativa ou passiva… Na prática, acredito que independe do sexo. Se é uma questão de iniciativa, o momento faz mais diferença que qualquer coisa. Ficar presa à definição pode atrapalhar… Simplesmente deixe estar que num dia você pode sentir vontade de tomar as rédeas e no outro só querer ser paparicada.”

 

THATU NUNES (@dradoamor):

“Acho que deva ser para facilitar o entendimento diante das preferências de cada um no sexo, mas que não deveriam funcionar como rótulos, aliás, muitas vezes mais parecem até “estigmas”. Afinal, posso preferir ser passiva, mas diante de um/a parceiro/a ou situação, sinta vontade de ‘estar ativa’. Eu, pelo menos, sou de momento e sou o que cada momento me proporciona ser. :D”

 

MERCADO (@mercadorel):

“Ao meu ver, todos os tipos de rótulos sexuais, só servem ( pra não falar que não serve pra nada… ) para ajudar a encontrar parceiros mais compatíveis. Uns gostam de dar uns tapas, outros preferem tomar os tapas… Assumindo um rótulo, diminui a chance de ”susto”, levando em conta que a outra pessoa já saber mais ou menos o que esperar… Quem já se sentiu ‘desconfortável’ com algum parceiro, por algumas preferencias sexuais, ou até mesmo pelo lado comportamental, começa a ficar mais esperto com essas coisas.”

 

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E vocês? O que vocês leitoras acham? Comentem aí sua opinião!

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Written by Bianka Carbonieri
Autora do Sapatômica - 24 anos, taurina, mora em São Paulo. Workaholic assumida, ex-estudante de Relações Públicas, atual expert em Social Media. Ítalo-brasileira, é viciada em café e lasagna.