O Brasil está passando por um momento crítico. O que está em jogo é a vida de nossa jovem democracia. As eleições de 2014 foram uma das mais acirradas da história brasileira. Dilma Rousseff (PT) venceu por pouco o candidato da oposição, Aécio Neves (PSDB). A taxa de aprovação da candidata petista era extremamente baixa em função da crise econômica, da crescente visibilidade de escândalos de corrupção, do esforço incessante da mídia de destruir a imagem pública, da sua falta de carisma e habilidade política para criar coalizões.

Dilma venceu as eleições, mas o jogo já estava contra ela. A oposição, liderada por Eduardo Cunha (PMDB), tentou, de todas as maneiras, acabar com seu governo. Após um processo tumultuoso, cheio de viradas que nem mesmo a Shonda Rimes poderia imaginar, tanto a Câmara quanto o Senado aprovaram a abertura do impeachment e desde 13 de maio, a presidenta Dilma Rousseff se encontra afastada de seu cargo até que o Senado decida se ela é ou não culpada, o que segundo as regras pode levar até 180 dias.

Nesse meio tempo, o vice-presidente Michel Temer (PMDB) assume como presidente interino. Apesar da condição temporária de seu cargo, Temer, com o compromisso de reduzir gastos públicos, está realizando grandes mudanças institucionais no Brasil: ele cortou o número de ministérios de 31 para 22, fundindo ou até mesmo acabando com alguns ministérios. Sua equipe de ministros é composta exclusivamente por homens, sem mulheres ou minorias, e os ministros já estão anunciando a vontade de realizar uma série de cortes em políticas sociais. Existe um claro retrocesso na política brasileira.

Diversas coisas são interessantes para se analisar nesse processo, mas eu gostaria de focar em como o processo de impeachment e as mudanças institucionais feitas pelo presidente Michel Temer podem, de fato, afetar os direitos e as políticas LGBT no Brasil.

Para responder esta questão, precisamos entender três coisas.

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Written by Bianka Carbonieri
Insta: @bsapatomica | 26 anos, taurina, mora em São Paulo. Workaholic assumida, estudante de Psicologia, é viciada em café e lasagna.