#ComoMeDescobri brincando e “marido e mulher”. (conta Kétlyn Roberta)

#ComoMeDescobri é uma tag do blog com a ideia de publicar as histórias de como nossas leitoras se descobriram lésbicas/bissexuais. Muitas poderão se identificar, relacionar experiências e, quem sabe, se descobrir também.

Qualquer leitora pode participar, é só enviar sua história para o e-mail leitora@sapatomica.com e aguardar ser publicado. 😉

Hoje vocês ficam com a história da Nathália Sophia, que se descobriu apaixonando por um par de olhos verdes!

#ComoMeDescobri – Kétlyn Roberta

Vou mandar pra vocês hoje um pequeno trecho da minha vida, de como descobrir que namorar, noivar e casar não é só coisa de cinema nem de casais heterossexuais.

Desde meus 8 anos sempre me achei diferente das outras garotas e, pelo fato de meu pai ser pastor, a ideia de imaginar eu beijando uma garota era pecaminoso ao meus olhos. Até que uma menina da igreja com a mesma idade que eu resolveu brincar durante o culto de marido e mulher e claro que fui o marido; mas disse que queria beijá-la e ela topou. Foi com meus 8 anos de idade que beijei minha primeira garota.

Cresci, conheci outras e é claro não tinha aquela visão de namoro sério e duradouro até o dia em que troquei de colégio e no primeiro dia de aula vi ela na primeira mesa de camiseta preta polo, calça jeans e All Star. Cara… A garota mais linda daquele local. Eu namorava até então, mas algo muito forte fazia eu me aproximar dela. Até que trocamos as primeiras palavras e ela sorriu.

Incrível como um sorriso fez eu sentir borboletas no estômago. Eu não parava de sentir vontade de colar o corpo dela no meu e apertar aquela cintura sentindo o gosto dos lábios carnudos dela. Enfim, me apaixonei, contei a real ela se afastou de mim por 4 meses. Mas um belo dia ela foi na minha mesa e disse que queria fala comigo. Saí mandando mensagem para ela até que na aula de educação física fui no banheiro e ela me abraçou, falou que sentiu minha falta aí ficamos. Namoramos e hoje estamos noivas.

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Não foi passageiro, não foi coisa de idade e realmente sei que ao lado dela vou passar o resto da minha vida. O mais interessante é que nunca pensei que iriamos em casa, mesmo sendo lésbica. Sempre pensei que a vida toda iria namorar escondido, mas não. Minha mãe ama ela como filha e os pais dela me adoram. Enfim uma vida normal.

 

Written by Bianka Carbonieri

Insta: @bsapatomica | 26 anos, taurina, mora em São Paulo. Workaholic assumida, estudante de Psicologia, é viciada em café e lasagna.