Estudantes LGBT não se sentem seguros nas escolas, aponta pesquisa.

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Uma pesquisa realizada em sete países da América Latina apontou que a maior parte dos estudantes latino-americanos que se identificam como gays, lésbicas ou trans não se sentem seguros dentro do ambiente escolar.

A pesquisa foi realizada entre dezembro de 2015 e março de 2016 e os resultados foram apresentados em audiência pública conjunta das comissões de Relações Exteriores e de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados.

Feita com estudantes do ensino básica, com idade acima de 13 anos e que se identificam como LGBT, só no Brasil 1.016 responderam ao questionário pela internet e o resultado foi o seguinte:

  • 73% dos estudantes sofrem bullying homofóbico
  • 60% sentem-se inseguros nas escolas
  • 37% já sofreram violência física motivada por preconceito

A deputada Erika Kokay (PT-DF) lembrou que o Ministério da Educação precisa tomar uma posição sobre a exclusão dos termos “orientação sexual” e “identidade de gênero” da Base Nacional Comum Curricula, ainda em discussão.

“Retirar isso significa desconhecer que há pessoas que sofrem uma morte simbólica que, em grande medida, precede uma morte literal em função da sua condição de fazer parte da população LGBT. Então é muito importante que nós atestemos a violência, que tenhamos esses dados publicados para que possamos construir políticas públicas na perspectiva de romper esse nível de violência”, disse a deputada.

Written by Bianka Carbonieri
Insta: @bsapatomica | 26 anos, taurina, mora em São Paulo. Workaholic assumida, estudante de Psicologia, é viciada em café e lasagna.