Histórias Reais: “Era casada com um homem e não me sentia feliz.”

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“Às vezes é muito difícil admitir para você mesma certos sentimentos. Hoje tenho 36 anos, sou psicóloga, fui casada quase 15, tive filhos, estudei e me desenvolvi profissionalmente. Após 13 anos de casamento, percebi que algo não estava muito certo. Parecia que faltava algo, que eu não vivia tudo o que seria possível. A cobrança por ter uma vida mais agitada fazia parte do casamento, pois eu sempre queria mais e mais, e na verdade nunca tinha na medida em que me satisfizesse. Não que ele não tentasse, mas na verdade, a questão não era exatamente esta. Demorei um tempo para descobrir isso. Por mais que tudo sempre corria como eu queria, parecia sempre faltar algo. Em certo momento, comecei um processo de Coaching, e neste processe conheci uma doutrina indiana. Isso me ajudou muito, pois a meditação abriu novas portas para mim. Em um dos retiros que fui, recebi uma luz sobre meus desejos e minhas idéias e votei para casa com uma missão a ser cumprida.

Queria ter contato, sair, me relacionar com uma mulher. Num primeiro momento, tive medo, tristeza e fiquei confusa. Pensei em tantas coisas ruins, tantas explicações que deveria dar, caso minhas suspeitas estivessem confirmadas. Fiquei assustada, mas me mantive firme no objetivo.

Nesse ponto de minha vida, não dava tanta atenção para redes sociais, tanto por falta de tempo, como por não me interessar mesmo, porem, para o que queria fazer, achei que ali, encontraria alguém para dar inicio ao meu “plano” de auto descoberta.

Impressionante como isso funciona rápido. Na verdade, eu tinha no meu face pessoas que já se interessavam por mim, digo, mulheres… rs Mas nem eu mesma sabia disso! Então, digo que foi fácil.

Escolhi uma menina que já conversa sobre coisas gerais. Iniciamos conversas despretensiosas mas freqüentes, sobre assuntos gerais, musica, filmes, estudos, trabalho. Logo percebi que tínhamos muito em comum, muito… Ela bem mais jovem que eu, ainda que nesse época achava que não, pois nunca me preocupei em perguntar sua idade. Sua conversa agradável era tao leve, que isso não me importava. Em uma semana de conversas, apenas o face já não supria a vontade de nos falar, começamos com torpedos… dezenas, centenas ao dia. Depois começaram as ligações, passávamos varias horas ao dia conversando, falando sobre tudo. Em 15 dias, não agüentei e a convidei para nos vermos pessoalmente (já nos conhecemos, porem jamais num contexto assim). Ela aceitou prontamente, o que de certa forma me surpreendeu, pois ela tinha uma namorada. Eu me sentia meio mal por isso, mas ao mesmo tempo, sempre defendi a idéia de que ela é que tinha que se preocupar com isso. Eu estava me separando e já não tinha nenhum compromisso com meu ex marido.

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Enfim, nos encontramos e foi tudo mágico. Uma boca que nunca tinha beijado outra boca feminina naquele contexto quis devorar, mastigar, beber da saliva que estava ali, na sua frente. Ficamos durante horas, conversando, nos beijando, fazendo carinhos. E nos despedimos com o famoso “a gente se vê”.

Claro que o encontro só serviu para confirmar o que estávamos sentindo… Já estávamos apaixonadas. Não ficávamos mais um dia sem nos falar, 5 minutos sem uma msg e fazíamos de tudo para conseguir nos ver.

O que pra mim era apenas uma experiência, algo que tinha planejado para apenas “confirmar” minhas suspeitas, se tornou algo que novamente não sabia explicar. Todos os medos que tinha, sumiram, me senti lésbica, sapatão, gay… e já não tinha medo de falar isso para mim mesma. E o melhor, estava apaixonada.

Essa relação durou 7 meses e infelizmente terminou por fatores alheios a minha vontade.

O que ficou foi uma experiência marcante, sensual e que me mostrou um caminho que não quero voltar e nem olhar para trás. Hoje estou muito bem resolvida pessoalmente, com meus filhos e familiares. Sinto-me feliz por ter descoberto isso a tempo de aproveitar tudo o que a vida tem de melhor.”

Written by Convidados
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